Queda das exportações brasileiras e valorização do real impulsionam café em NY
Tarifa dos EUA e recuo de embarques do Brasil sustentam máximas de quatro meses
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A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registrou alta nas cotações do café arábica nesta quarta-feira (10), em meio à combinação de queda das exportações brasileiras e valorização do real frente ao dólar.
Os contratos para dezembro de 2025 encerraram negociados a 386,90 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 5,10 centavos (+1,33%) em relação ao pregão anterior. Já os contratos para março de 2026 fecharam a 373,55 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 1,3%.
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Os futuros renovaram máximas de quatro meses vistas na sessão anterior, sustentados pela preocupação do mercado com tarifas de importação, estoques reduzidos e o recuo das exportações do Brasil, maior produtor global.
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A valorização do real frente ao dólar reforçou a pressão altista. Um câmbio mais forte tende a desestimular as exportações brasileiras, tornando o produto menos competitivo no mercado internacional.
Exportações em queda
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as vendas externas para os Estados Unidos recuaram 46% em agosto.
Em contrapartida, aumentaram os embarques para países vizinhos da América Latina. Apesar disso, líderes do setor descartam que a estratégia de reexportar café brasileiro por terceiros países seja uma alternativa viável para contornar as tarifas impostas pelos EUA.
No total, as exportações brasileiras de café caíram 17,5% em agosto na comparação anual. O arábica recuou 11,2%, enquanto o robusta registrou queda ainda mais acentuada, de 34,5%.
Impacto das tarifas
Traders destacaram que a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ao café brasileiro levou a uma corrida por estoques certificados pela ICE.
Ao mesmo tempo, produtores no Brasil resistem em vender, aguardando a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade da medida, após um tribunal federal de apelações considerar que o presidente Donald Trump teria extrapolado sua autoridade ao decretar a tarifa.