Bombeiros usam caminhões-pipa, tratores e avião para conter incêndio em três frentes em MT
Operação mobiliza 59 pessoas e já lançou mais de 300 mil litros de água na Serra do Roncador
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Um incêndio de grandes proporções consome a vegetação da Serra do Roncador, em Barra do Garças (511 km de Cuiabá), e já dura mais de uma semana.
As chamas começaram em 4 de setembro e exigem intensa mobilização do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).
As equipes conseguiram extinguir os focos ativos nas frentes leste, oeste e sul, mas continuam atuando com maior concentração no setor norte, onde o terreno acidentado e a vegetação densa dificultam o acesso.
O combate envolve 59 pessoas, entre bombeiros, brigadistas e voluntários de fazendas vizinhas, todos coordenados pela Sala de Situação instalada na região.
Para conter o avanço das chamas, a operação utiliza dois caminhões-pipa, seis tratores e uma aeronave de apoio, responsável por mais de 47 horas de voo e cerca de 300 mil litros de água lançados.
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A atuação aérea tem sido decisiva nos pontos em que o acesso terrestre é inviável.
“As áreas com focos extintos ou já controladas continuam sob monitoramento por meio de imagens de satélite”, destacou o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes.

Dificuldades no terreno
Segundo o comandante, as características da região são um dos maiores obstáculos.
“O incêndio teve início em uma fazenda da região e, rapidamente, se alastrou em múltiplas frentes, impulsionado pelas condições climáticas adversas e pela topografia acidentada. Nas porções leste, oeste e sul da serra, onde nossa equipe conseguiu acessar, o fogo foi extinto. O principal entrave neste momento é o acesso à linha de fogo”, afirmou.
Ele reforça que o único foco ativo segue no setor norte, em área de paredões rochosos. “Trata-se de uma região com predominância de morrarias e grotas, onde em determinados trechos as equipes conseguem avançar até certo ponto, mas encontram barreiras naturais.”
Nesse cenário, a estratégia tem sido a construção de linhas de defesa para integrar ações aéreas e terrestres assim que as condições permitirem.
“Fazer a infiltração em uma área de morro é extremamente arriscado, especialmente quando o fogo avança ladeira acima e não é possível deslocar as equipes para uma área segura. Não é como no Pantanal, que é plano e permite esse tipo de ação com mais segurança. Mas estamos fazendo tudo o que é possível no local. Não estamos medindo esforços e mantemos monitoramento constante, utilizando apoio aéreo sempre para conter o avanço das chamas”, concluiu.
Balanço
Enquanto as equipes atuam em Barra do Garças, o CBMMT também mantém operações em diversas regiões do estado. Nas últimas 24 horas, os bombeiros extinguiram um incêndio florestal em Chapada dos Guimarães e mantêm sob controle 10 focos ativos.
Os focos monitorados estão em Cláudia (3), Alta Floresta (2), além de Vila Bela da Santíssima Trindade, Cáceres, Nova Bandeirantes, Novo Mundo e Nova Monte Verde (1 cada). Em Vila Bela, os bombeiros trabalham ainda no combate a outros cinco focos, enquanto em Barra do Garças seguem dois registros ativos — um na Serra do Roncador e outro no Parque Estadual da Serra Azul.
Ações simultâneas também ocorrem em Juína e Dom Aquino (2 focos cada), além de Chapada dos Guimarães, Paranatinga, Nova Ubiratã, Nova Maringá, Sinop, Torixoréu, Confresa, Cáceres, Colniza, Tangará da Serra, Guarantã do Norte e Novo Mundo, que registram focos em combate.
Essas frentes contam com apoio de aeronaves, helicópteros, tratores, caminhões-pipa e maquinário pesado, em operação contínua para proteger comunidades, propriedades rurais e áreas de preservação ambiental.