Bunge e CP Group ampliam parceria e rastreiam soja brasileira com blockchain

    Companhias também vão colaborar em projetos de agricultura regenerativa com o objetivo de reduzir as emissões na cadeia de suprimentos

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    Bunge e CP Group ampliam parceria e rastreiam soja brasileira com blockchain
    15deSetembrode2025ás15:04

    A Bunge e a Bangkok Produce Merchandising Public, subsidiária da Charoen Pokphand Group (CP Group), anunciaram nesta segunda-feira (15) a expansão de sua parceria estratégica para rastrear soja brasileira livre de desmatamento por meio de tecnologia blockchain. 

    O acordo representa um avanço na transparência das cadeias globais de commodities agrícolas.

    Após um piloto iniciado em 2023, que envolveu cerca de 375 mil toneladas de farelo de soja, a solução digital agora será adotada em todos os volumes de soja e derivados fornecidos pela Bunge para a Bangkok Produce Merchandising (BKP) e para a Charoen Pokphand Foods (CPF).

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    A produção abastece fábricas de alimentos e ração animal na Tailândia e em outros países do Sudeste Asiático.

    Segundo as companhias, a imutabilidade dos dados no blockchain garante rastreabilidade completa desde a fazenda até o destino final, passando pelo processamento e transporte.

    Além da soja certificada por padrões como a Round Table on Responsible Soy (RTRS), a plataforma integra informações socioambientais de fazendas de origem, reforçando o compromisso conjunto de eliminar o desmatamento de suas cadeias até 2025. 

    Sustentabilidade e inovação

    “Com a plataforma blockchain, estamos criando uma conexão direta e verificável entre a nossa produção de alimentos e os clientes finais, fornecendo informações abrangentes sobre as nossas redes de fornecimento responsáveis e garantindo que cada elo da cadeia contribua para um futuro mais transparente e confiável. O sucesso do piloto nos possibilitou ampliar nosso compromisso comercial com a CP, desenvolvendo outras frentes de negócios, como a Agricultura Regenerativa”, afirmou o co-chief operating officer da Bunge, Julio Garros.

    O CEO da Bangkok Produce Merchandising, Thiti Lujintanon, destacou que a parceria reforça a competitividade do grupo. 

    “A ampliação da colaboração incluirá acesso a soluções avançadas em logística, plataformas digitais e modelos de fornecimento sustentável que aumentam a eficiência, reduzem custos e abrem novos mercados para ambas as partes. Buscamos um crescimento de longo prazo que possa gerar valor consistente para nossos clientes em todo o mundo.” 

    Além da rastreabilidade, as empresas pretendem desenvolver projetos de baixo carbono e iniciativas ligadas à agricultura regenerativa. O esforço está alinhado à meta do CP Group de alcançar neutralidade de carbono até 2050. 

    Histórico e próximos passos

    Desde 2023, as companhias realizam estudos de viabilidade técnica e comercial para cadeias de suprimento sustentáveis e digitalmente integradas.

    A expansão prevista para 2025 incluirá um acordo comercial abrangente, envolvendo desde a aquisição de matérias-primas agrícolas estratégicas até melhorias em transporte e processos de compras. 

    “Acreditamos no poder da colaboração para criar padrões avançados de sustentabilidade, e a parceria com a CP é um exemplo de como podemos escalar a solução e fornecer maior transparência e dados abrangentes para cadeias alinhadas com o mesmo propósito que o nosso”, disse Pamela Moreira, diretora de Sustentabilidade da Bunge para a América do Sul. 

    Monitoramento no Cerrado 

    A Bunge, que desenvolveu a plataforma em parceria com a startup Justoken, já possui histórico no monitoramento socioambiental.

    A companhia foi a primeira exportadora global de commodities a alcançar rastreabilidade de 100% de suas compras diretas e indiretas de soja em áreas prioritárias do Cerrado. Atualmente, o sistema cobre 46 mil fazendas e 36 milhões de hectare

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