Governo argentino encerra isenção de retenções após cota de US$ 7 bilhões ser atingida
Alíquotas sobre soja, milho e trigo voltam a ser cobradas; medida favoreceu grandes tradings e pressiona preços em Chicago
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Dois dias depois de zerar temporariamente as retenções para exportações de grãos, o governo da Argentina anunciou o fim da medida.
A decisão foi tomada após a cota de US$ 7 bilhões prevista no decreto 682/2025 ter sido alcançada, conforme informou a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA) na noite de quarta-feira (24).
Segundo o comunicado, foi desativada a opção de registro das Declarações Juradas de Venda ao Exterior (DJVE) amparadas pelo benefício, restabelecendo as alíquotas anteriores.
Com isso, a soja volta a pagar 26%, os subprodutos 24,5%, enquanto milho e trigo retornam à tributação de 9,5%.
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A decisão de zerar os impostos do governo argentino pressionava os produtores brasileiros.
Impacto e reação do setor
O anúncio de ontem gerou descontentamento entre pequenos produtores argentinos, que alegam não ter conseguido aproveitar o benefício no curto período de vigência.
A percepção é de que apenas grandes tradings de cereais acessaram a isenção.
O decreto previa que a redução a 0% duraria até 31 de outubro ou até que as exportações registradas somassem US$ 7 bilhões.
O objetivo declarado do governo era ampliar a oferta de dólares em meio ao período eleitoral — as eleições legislativas gerais estão marcadas para 26 de outubro.
Reflexos no mercado internacional
Com o fim da medida, as alíquotas voltaram a vigorar nesta quinta-feira (25). A reversão já pressiona as cotações de commodities na Bolsa de Chicago, especialmente soja, milho e trigo.