BNDES cria fundo bilionário com a China para financiar transição energética, IA e agricultura

    Fundo de até US$ 1 bilhão vai investir em energia limpa, inovação e projetos agrícolas sustentáveis no Brasil a partir de 2026

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    BNDES cria fundo bilionário com a China para financiar transição energética, IA e agricultura
    03deOutubrode2025ás14:52

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Export-Import Bank of China (CEXIM) estão estruturando um fundo de investimento bilateral com tamanho alvo de até US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões) para aplicação em projetos no Brasil.

    O fundo, previsto para entrar em operação em 2026, investirá por meio de fundos de investimento que comprarão títulos de dívida ou participações societárias em empresas brasileiras.

    Pelo acordo, o CEXIM deve aportar US$ 600 milhões, enquanto o BNDES contribuirá com cerca de US$ 400 milhões.

    O objetivo é promover o desenvolvimento sustentável entre Brasil e China, com foco em transição energética ecológica, infraestrutura, bioeconomia, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial, entre outros setores estratégicos.

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    O anúncio foi feito pelo diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, nesta quinta-feira (2), durante a abertura do II Seminário Internacional de Estudos da China Contemporânea, promovido em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

    “A gente assinou o acordo de cooperação de fazer um fundo de até US$ 1 bilhão. Esse fundo vai ser estruturado para financiar investimentos em mercado de capitais no Brasil. Então seria um fundo de investimento China-Brasil com até US$ 1 bilhão no total para investimentos aqui no Brasil”, afirmou Barbosa.

    Segundo ele, o instrumento representa um marco inédito por se tratar do primeiro fundo bilateral entre uma instituição brasileira e uma chinesa, operando majoritariamente em reais.

    “Essa nova parceria entre as duas instituições fortalecerá a relação comercial e econômica entre Brasil e China”, completou o diretor.

    O acordo formal foi assinado no último dia 17 de setembro, com a assinatura de um Termo de Compromisso e Declaração de Intenção de Cooperação entre as duas instituições financeiras.

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