Cerveja falsificada: polícia apreende mais de 3 mil garrafas em MG

    Caso em Betim coincide com terceira morte por metanol em São Paulo

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    Cerveja falsificada: polícia apreende mais de 3 mil garrafas em MG
    07deOutubrode2025ás15:57

    A Polícia Militar apreendeu cerca de 140 engradados — mais de 3.300 garrafas adulteradas de cerveja — em um galpão no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    O local funcionava como centro de falsificação e distribuição de bebidas alcoólicas e foi descoberto após denúncias de grande movimentação de veículos.

    Segundo o tenente Marco Antônio Gonçalves, do 66º Batalhão da PM, quando os militares chegaram ao imóvel, os suspeitos fugiram pelos fundos utilizando uma corda improvisada.

    “No galpão encontramos todo o maquinário usado na falsificação, incluindo cola, caldeiras, soda cáustica, rótulos de diversas marcas e tampas diferenciadas. Estavam prontos para serem distribuídos, provavelmente para bares da região”, afirmou o oficial à Rádio Itatiaia.

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    A apreensão ocorreu após denúncia anônima. No local, os policiais constataram que as garrafas tinham rótulos trocados e apresentavam qualidade duvidosa.  Ninguém foi preso até o momento.

    A Polícia Militar investiga agora se o galpão tem relação com outros pontos de falsificação na região e qual seria o destino das bebidas.

    Morre terceira vítima intoxicada por metanol em São Paulo

    A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou a morte de Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, após consumir bebida contaminada com metanol.

    Bruna estava internada e recebia cuidados paliativos desde que foi diagnosticada com intoxicação provocada por vodca adulterada. Com o caso, o número de mortes no estado de São Paulo subiu para três.

    De acordo com a prefeitura, até segunda-feira (6), a Vigilância Epidemiológica local recebeu 78 notificações de suspeitas de contaminação por metanol, com seis óbitos ainda em investigação.

    Nas redes pública e privada do município, foram atendidos 72 pacientes — 70 deles moradores de São Bernardo — incluindo os casos suspeitos de morte.

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que o número de casos descartados de intoxicação subiu para 47.

    O estado contabiliza 15 confirmações e dois óbitos anteriores, de homens de 54 e 46 anos, ambos da capital paulista. Outros 164 casos continuam em análise.

    O metanol é uma substância altamente tóxica e sua ingestão pode levar à morte. Entre os principais sintomas estão visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese intensa.

     

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