Colheita da cevada inicia com alta qualidade no Rio Grande do Sul
Enquanto isso, a colheita do trigo avançou, de forma acelerada, em todas as regiões produtoras
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As lavouras de cevada no Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho na etapa final do ciclo.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a maior parte das áreas está em maturação fisiológica. A estimativa aponta 31.613 hectares cultivados e produtividade média de 3.458 kg por hectare.
O tempo seco das últimas semanas contribuiu para reduzir a umidade dos grãos e acelerar as operações de colheita, sobretudo nas áreas semeadas mais cedo. As produtividades médias se mantêm dentro das expectativas iniciais, variando entre 3.400 e 4.000 kg/ha, com padrão industrial considerado muito bom.
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De modo geral, o clima favorável e o bom estado fitossanitário indicam uma safra satisfatória tanto em produtividade quanto em qualidade para a produção de malte.
Os grãos apresentam bom tamanho, germinação adequada e poucos defeitos de origem microbiana. Apesar da proteína estar abaixo do ideal, a característica é compatível com o cenário de alta produtividade.
A Emater alerta, no entanto, que a manutenção desse quadro depende da continuidade do tempo seco, já que apenas uma pequena parcela da área cultivada foi colhida. A maior parte das lavouras permanece madura no campo, suscetível a intempéries.
Em áreas destinadas ao consumo animal, a colheita está mais adiantada e registra rendimentos semelhantes aos dos cultivos cervejeiros — um resultado atípico, já que essas áreas geralmente diferem em manejo e potencial genético.
Trigo: avanço rápido das colheitas
A colheita do trigo avança de forma acelerada em todas as regiões produtoras, beneficiada pelo predomínio de tempo seco e ventos constantes, que reduzem a umidade dos grãos e favorecem a trilha e o desempenho das máquinas.
Atualmente, 27% da área cultivada já foi colhida; 42% estão em maturação; 28% em enchimento de grãos; e 3% em floração.
As produtividades variam entre 2.100 e 4.200 kg/ha, conforme o regime de chuvas, o nível tecnológico e o manejo empregado. A área total de cultivo é estimada em 1.141.224 hectares, com produtividade média de 3.261 kg/ha.
Aveia-branca: ciclo em fase final
A cultura da aveia-branca está em fase final de ciclo, com a colheita amplamente avançada e alto índice de maturação fisiológica nas áreas remanescentes. Segundo a Emater/RS-Ascar, são 393.252 hectares cultivados, com produtividade estimada em 2.445 kg/ha.
As produtividades se mantêm dentro das expectativas, entre 2.100 e 2.400 kg/ha, reflexo do bom desempenho dos cultivos.
O tempo seco durante o enchimento de grãos e a colheita favoreceu a sanidade das espigas e o peso hectolitro, resultando em boa qualidade final.
Canola: qualidade favorece indústria de óleo
As condições climáticas recentes — com tempo seco e boa insolação — também impulsionaram a colheita da canola e a maturação das áreas restantes.
As produtividades variam entre 1.300 e 1.700 kg/ha, refletindo diferenças regionais no regime de chuvas e na radiação solar durante o florescimento e o enchimento de grãos.
Em termos de qualidade, o produto apresenta bom padrão de granulação e teor de óleo, o que favorece a comercialização para a indústria de extração. Mesmo com redução de 4,5% na produtividade média nesta safra, a cultura mantém atratividade econômica e potencial de expansão nos próximos ciclos.
A área total de canola é estimada em 176.076 hectares, com produtividade média de 1.659 kg/ha, conforme dados da Emater/RS-Ascar.