Suspeito de golpe de R$ 20 milhões, dono da Cerealista Fruet é preso no Paraná

    Ele é acusado de receber grãos, vender a empresa e deixar produtores sem nenhum pagamento

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    Suspeito de golpe de R$ 20 milhões, dono da Cerealista Fruet é preso no Paraná
    14deNovembrode2025ás15:36

    O empresário Celso Antônio Fruet, proprietário da Cerealista Fruet, localizada em Campo Bonito (PR), foi preso na manhã desta sexta-feira (14), na cidade de Francisco Beltrão (PR). 

    O empresário é alvo de denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) por ser suspeito de aplicar um golpe contra mais de 120 produtores rurais, deixando um prejuízo estimado em mais de R$ 20,3 milhões.

    Desde julho, havia um mandado de prisão em aberto e o empresário estava foragido.

    De acordo com a denúncia, Fruet continuou negociando com agricultores mesmo após ter vendido, em junho deste ano, a estrutura operacional da cerealista para a cooperativa Copacol. ‎

    Ele recebia grãos de soja, trigo e milho, mas não repassava os valores devidos aos produtores. Relatos afirmam que os agricultores foram atraídos pela oferta de preços acima da média do mercado para cada saca.

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    A investigação revela que, em 21 de julho, vários produtores encontraram os silos da cerealista completamente vazios, sem grãos, funcionários ou equipamentos.

    Para a delegada responsável, Raiza Bedim, Fruet usava a estratégia de pagar “R$ 4 ou R$5 a mais por saca” para conquistar a confiança dos agricultores. ‎

    Consequências legais

    O MPPR denunciou Fruet por 124 ocorrências de estelionato, sendo que 38 envolvem vítimas idosas. ‎

    Além disso, a promotoria solicitou indenização mínima para reparação dos danos causados. ‎

    De acordo com a denúncia, mesmo após a venda da empresa, ele continuava armazenando e comercializando os grãos como se ainda fosse o proprietário, sem liquidar os débitos com os produtores. ‎

    Outro lado

    A Cerealista Fruet afirmou por meio de sua assessoria que enfrenta uma “grave crise financeira” devido a fatores conjunturais: oscilações nos preços das commodities, taxas de financiamento elevadas e concentração atípica de pedidos de armazenamento de grãos. ‎

    Segundo a defesa, problemas de saúde também teriam afastado Fruet das operações da empresa, contribuindo para a deterioração da situação financeira.

    A Copacol, cooperativa que comprou os imóveis e equipamentos da cerealista, afirmou que a aquisição contemplou apenas os bens físicos, sem assumir as dívidas com os produtores rurais.

    Para os agricultores lesados, o caso representa um golpe de confiança. Muitos entregaram sua produção para estocagem confiando no nome da empresa, que já atuava por décadas na região.

    A operação salienta riscos de concentração de armazenagem agrícola em empresas privadas sem garantias concretas para os produtores.

     

     

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