Brasil e China: parceria vai fabricar máquinas agrícolas para agricultura familiar
iniciativa quer democratizar o acesso à mecanização leve e de alta tecnologia, mais viável até então para médias e grandes propriedades
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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e empresas chinesas e brasileiras anunciaram uma joint-venture (parceria para projeto específico) voltada à produção de máquinas agrícolas especialmente a pequenas propriedades e agricultores familiares.
A iniciativa quer democratizar o acesso à mecanização leve de alta tecnologia, como tratores de 7 a 20 cavalos, que tradicionalmente era mais viável para médias e grandes propriedades.
As empresas envolvidas são a chinesa Hans Machineries e a brasileira Livefarm.
O projeto vai desenvolver equipamentos menores, adaptados às necessidades e capacidades da estrutura familiar, tratores compactos, implementos de baixo custo, equipamentos versáteis para culturas de pequeno porte e menor escala.
“Oferecemos 2% de juros para equipamentos de pequeno porte, não há crédito melhor no Brasil. Esse crédito é para máquinas que tem conteúdo nacional. Essa parceria entre a Livefarm e a Hans Machineries traz o know how chinês dessas máquinas para a produção no Brasil”, disse o ministro Paulo Teixeira.
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Benefícios esperados
A nova joint-venture se destaca por reconhecer que nem sempre “mecanização” significa máquinas pesadas e de grande porte. Ao adaptar maquinário para perfis menores, a iniciativa atende a um público que representa parcela significativa da produção nacional: a agricultura familiar.
Isso pode resultar em ganhos de produtividade, menor desperdício e maior eficiência no uso da terra e mão de obra.
Do ponto de vista econômico e social, o impacto tem tudo para ser positivo: o acesso a máquinas acessíveis tende a reduzir desigualdades no campo, ampliar a competitividade de pequenos produtores e facilitar o ingresso de jovens e novas gerações no agro.
Além disso, a produção no Brasil, via parceria com empresas chinesas, pode baratear custos e tornar a aquisição mais viável do que a importação de equipamentos convencionais, muitas vezes caros e sob influência cambial.