Brasil e China: parceria vai fabricar máquinas agrícolas para agricultura familiar

    iniciativa quer democratizar o acesso à mecanização leve e de alta tecnologia, mais viável até então para médias e grandes propriedades

    Por |
    Brasil e China: parceria vai fabricar máquinas agrícolas para agricultura familiar
    28deNovembrode2025ás12:55

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e empresas chinesas e brasileiras anunciaram uma joint-venture (parceria para projeto específico) voltada à produção de máquinas agrícolas especialmente a pequenas propriedades e agricultores familiares. 

    A iniciativa quer democratizar o acesso à mecanização leve de alta tecnologia, como tratores de 7 a 20 cavalos, que tradicionalmente era mais viável para médias e grandes propriedades.

    As empresas envolvidas são a chinesa Hans Machineries e a brasileira Livefarm.

    O projeto vai desenvolver equipamentos menores, adaptados às necessidades e capacidades da estrutura familiar, tratores compactos, implementos de baixo custo, equipamentos versáteis para culturas de pequeno porte e menor escala.

    “Oferecemos 2% de juros para equipamentos de pequeno porte, não há crédito melhor no Brasil. Esse crédito é para máquinas que tem conteúdo nacional. Essa parceria entre a Livefarm e a Hans Machineries traz o know how chinês dessas máquinas para a produção no Brasil”, disse o ministro Paulo Teixeira.

    ✅ CLIQUE AQUI PARA SEGUIR O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

    Benefícios esperados

    A nova joint-venture se destaca por reconhecer que nem sempre “mecanização” significa máquinas pesadas e de grande porte. Ao adaptar maquinário para perfis menores, a iniciativa atende a um público que representa parcela significativa da produção nacional: a agricultura familiar.

    Isso pode resultar em ganhos de produtividade, menor desperdício e maior eficiência no uso da terra e mão de obra.

    Do ponto de vista econômico e social, o impacto tem tudo para ser positivo: o acesso a máquinas acessíveis tende a reduzir desigualdades no campo, ampliar a competitividade de pequenos produtores e facilitar o ingresso de jovens e novas gerações no agro. 

    Além disso, a produção no Brasil, via parceria com empresas chinesas, pode baratear custos e tornar a aquisição mais viável do que a importação de equipamentos convencionais, muitas vezes caros e sob influência cambial.

     

    Temas nesta notícia