Por que os preços do café devem seguir instáveis em 2026, mesmo com safra melhor

    Estoques apertados no início do ano e incertezas sobre o desenvolvimento da safra 2026/27 mantêm o mercado volátil, aponta o Cepea

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    Por que os preços do café devem seguir instáveis em 2026, mesmo com safra melhor
    05deJaneirode2026ás08:21

    O  ano de 2026 tende a ser marcado novamente por elevada volatilidade nos preços do café.

    Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avaliam que o início do ano ainda será caracterizado por estoques globais apertados e menor disponibilidade da commodity, mesmo com a colheita do Vietnã em andamento, o que deve manter as cotações em patamares elevados — cenário semelhante ao observado ao longo do segundo semestre de 2025.

    Segundo o Cepea, embora haja sinais de desaceleração da demanda, tanto no mercado doméstico quanto no internacional, a restrição na oferta deve continuar exercendo influência relevante sobre os preços.

    Esse suporte às cotações tende a persistir até que haja maior clareza sobre o enchimento dos grãos e sobre o desempenho do último terço da safra brasileira.

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    Apenas a partir desse avanço será possível realizar análises mais consistentes sobre os quadros de oferta e demanda e, consequentemente, sobre a formação de preços no mercado.

    Safra brasileira em recuperação

    No Brasil, o desenvolvimento da safra 2026/27 — cuja colheita deve começar, em sua maior parte, após maio de 2026 — vem ocorrendo sob condições climáticas mais favoráveis do que as registradas em anos anteriores, apontam pesquisadores do Cepea.

    Esse cenário reforça a expectativa de recuperação do parque cafeeiro, que há cerca de cinco safras vem sendo impactado por adversidades climáticas que comprometeram a produção.

    Além disso, a safra 2026/27 é marcada por bienalidade positiva. Esse fator, aliado ao ambiente climático mais favorável, sustenta o otimismo dos produtores para a próxima temporada.

    As primeiras projeções divulgadas por consultorias indicam uma produção superior a 70 milhões de sacas, refletindo tanto a recuperação da produção de café arábica quanto o bom desempenho do robusta.

    Exportações

    Em relação às exportações, a safra 2025/26 deve registrar volume embarcado inferior ao observado em temporadas anteriores. A redução é atribuída à menor oferta interna e à consequente diminuição da disponibilidade de café para comercialização.

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