Exportações de ovos crescem 121,4% e batem recorde histórico em 2025

    Volume embarcado supera 40 mil toneladas no ano e receita em dólar atinge maior nível já registrado

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    Exportações de ovos crescem 121,4% e batem recorde histórico em 2025
    08deJaneirode2026ás13:33

    As exportações brasileiras de ovos — considerando produtos in natura e processados — atingiram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    O volume é recorde histórico e representa uma alta de 121,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 18.469 toneladas.

    A receita cambial também alcançou o maior nível já registrado. No acumulado do ano, o setor faturou US$ 97,240 milhões, crescimento de 147,5% frente a 2024, que havia somado US$ 39,282 milhões.

    Em dezembro, as exportações totalizaram 2.257 toneladas, avanço de 9,9% na comparação anual, ante 2.054 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024. Em valor, a receita cresceu 18,4%, passando de US$ 4.317 milhões para US$ 5.110 milhões.

    Principais destinos

    Entre os mercados compradores em 2025, os Estados Unidos lideraram o volume acumulado, com 19.597 toneladas, alta expressiva de 826,7% em relação a 2024. 

    • Japão: 5.375 toneladas, alta de 229,1%

    • Chile: 4.124 toneladas, queda de 40%

    • México: 3.195 toneladas, alta de 495,6%

    • Emirados Árabes Unidos: 3.097 toneladas, alta de 31,5%

    Exportações de ovos crescem 121,4

    Reorganização do mercado

    De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o ano foi marcado pela forte expansão das vendas aos Estados Unidos, movimento que perdeu fôlego após a imposição do tarifaço.

    “Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, afirma.

    Ainda segundo Santin, com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que continua absorvendo cerca de 99% do total produzido no país.

    “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, conclui.

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