Uso irregular do fogo rende R$ 360 milhões em multas e 13 prisões em MT
Balanço de 2025 aponta reforço na fiscalização, uso de tecnologia e queda histórica nos focos de calor no estado.
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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) divulgou um balanço das ações de fiscalização ambiental realizadas ao longo de 2025, que resultaram na aplicação de mais de R$ 360 milhões em multas por uso irregular do fogo e em 13 prisões por crimes ambientais em todo o estado.
A maior parte das autuações foi registrada durante o período de proibição de queimadas, que vai de julho a dezembro em Mato Grosso, quando cresce o risco de incêndios florestais.
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As multas, segundo a assessoria de imprensa da instituição, fazem parte de uma política de tolerância zero adotada contra o uso irregular do fogo. As ações tiveram foco na prevenção de incêndios florestais, na preservação dos biomas e na responsabilização de infratores, com especial atenção às áreas rurais.
Entre as principais mobilizações, estão a Operação Infravermelho, voltada ao monitoramento remoto de focos de calor por meio de imagens de satélite e dados geoespaciais, e a Operação Abafa, que reforçou a presença em campo e a resposta a irregularidades.

Prisões e conscientização
Além das multas, as operações do Corpo de Bombeiros também resultaram em 13 prisões por crimes ambientais ao longo do ano.
Autoridades ressaltam que, embora a prioridade seja prevenir incêndios e orientar a população, a responsabilização de infratores é um componente essencial para a efetiva proteção dos biomas.
Tecnologia e resultados práticos
Pelo menos 110 mil hectares foram vistoriados durante as operações, e aproximadamente 64% dos casos notificados foram resolvidos em até 24 horas após a identificação dos focos.
O comandante-geral do CBMMT, coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou à assessoria de imprensa da corporação que esses números reforçam o compromisso com a prevenção e a proteção ambiental, bem como a importância da atuação integrada entre instituições para coibir práticas irregulares e garantir o cumprimento da legislação.
Redução de focos de calor e impacto ambiental
Como reflexo das estratégias adotadas, o estado de Mato Grosso registrou uma redução de 77,6% no número de focos de calor durante o período proibitivo, em comparação com a média histórica desde 1998, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/BD Queimadas).
Esse resultado representa o menor número de focos em quase três décadas de monitoramento, o que elevou o estado à 16ª posição no ranking nacional.