Feijão já foi importado pelo Brasil e hoje é base da segurança alimentar
Nos anos 1970, o país precisou recorrer ao mercado externo para garantir abastecimento; avanço tecnológico transformou o grão em símbolo de estabilidade produtiva
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Talvez você não se lembre, mas houve um tempo no Brasil em que o feijão, produto base da alimentação brasileira, não era garantia no mercado interno.
Isso foi na virada das décadas de 1960 para 1970, quando o Brasil enfrentava baixa produtividade agrícola, dificuldades no manejo dos solos e forte vulnerabilidade climática.
Em anos de quebra de safra, a importação do grão se tornou necessária, o que mostrou a fragilidade de um sistema produtivo ainda distante da realidade que conhecemos hoje.
A produção nacional era limitada por uma série de fatores: solos ácidos, especialmente no Cerrado, ausência de cultivares adaptadas às diferentes regiões do país, baixo uso de insumos e quase nenhuma integração entre ciência e agricultura.
Naquela época, a produtividade média do feijão mal ultrapassava 500 quilos por hectare, um patamar insuficiente para garantir estabilidade de oferta em um país de dimensões continentais. Hoje, o rendimento médio esperado é de pelo menos 880 quilos por hectare.
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Nesta terça-feira (10), Dia do Feijão, a história do grão convida a olhar em retrospectiva e lembrar que o Brasil já teve de importar o básico, mas que hoje colhe os frutos de ter apostado em pesquisa, tecnologia e conhecimento aplicado ao campo.

Um caminho que transformou o feijão em símbolo de soberania e segurança alimentar.