Bipolaris muda o jogo no milho safrinha e exige manejo antecipado, diz FMC

Em entrevista exclusiva, o gerente da cultura de milho da FMC, Fábio Lemos, apresentou alternativas de eficiência para assegurar ganhos e produtividade

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"A bipolaris é a doença que mais vem crescendo em importância. Não é nova, mas ganhou relevância por causa das condições climáticas", diz Fabio Lemos.

"A bipolaris é a doença que mais vem crescendo em importância. Não é nova, mas ganhou relevância por causa das condições climáticas", diz Fabio Lemos.

20deFevereirode2026ás16:49

O cenário para a cultura do milho em 2026 tem tudo para ser positivo em termos de rentabilidade, impulsionado pela demanda aquecida e alta produtividade da safra. 

No entanto, muitos produtores do milho safrinha vêm enfrentando o surgimento e crescimento de novas doenças no campo, como a bipolaris, que podem comprometer até 70% da safra. 

A bipolaris é a doença que mais cresce na cultura do milho, comparável à ferrugem asiática na soja, com um grau equivalente de danos potenciais. As condições climáticas, como a  alta incidência de chuvas e umidade somadas às condições do cultivo durante a segunda safra a partir de janeiro, favorecem o aparecimento da doença. 

Sobre esse assunto, o gerente da cultura de milho da FMC, Fábio Lemos, falou com exclusividade ao Agrofy News. 

Para ele, embora o produtor da safrinha – hoje responsável por 70% do volume total da produção do milho no país – enfrente desafios crescentes no manejo de pragas e doenças, existem soluções para não só proteger, mas potencializar os ganhos e a produtividade, com o uso de aplicações precoces e preventivas de fungicidas especiais, diferentemente dos manejos históricos. 

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grupo das carboxamidas, como o produto Onsuva da FMC, que é estratégico no mercado brasileiro e no portfólio da empresa, tornou-se fundamental para o controle dessas novas pressões de doenças no milho, garantindo proteção e incremento de produtividade já atestado em campo e em diferentes regiões do país. 

Ainda mais em um momento em que existe uma alta demanda por milho, seja na produção de carne ou etanol, o que motiva os agricultores a fazerem maiores investimentos na proteção do potencial produtivo da cultura. 

Abaixo, seguem os principais momentos dessa conversa que pode ser conferida na íntegra no vídeo acima. 

Agrofy – Olhando para 2026, qual é o cenário para a cultura do milho? Depois do que vimos em 2025, o produtor vai precisar investir ainda mais em manejo? 

Fábio Lemos – A gente tem um cenário bastante positivo para a cultura, principalmente no sentido de rentabilidade do agricultor. A safra 2025 foi de altas produtividades, com janela de plantio adequada e chuvas nos momentos certos, o que garantiu rentabilidade.