Mosaic paralisa operações de fosfatados em Minas Gerais e planeja venda de ativos

    Paralisação em Araxá e Patrocínio deve reduzir em cerca de 1 milhão de toneladas a produção anual e faz parte de estratégia para corte de custos e reorganização no Brasil

    Mosaic paralisa operações de fosfatados em Minas Gerais e planeja venda de ativos
    08deAbrilde2026ás16:00

    A Mosaic anunciou nesta quarta-feira (8) a paralisação e desmobilização do Complexo Mineroquímico de Araxá e a suspensão das atividades de mineração relacionadas no Complexo de Patrocínio, em Minas Gerais.

    A medida deve reduzir em cerca de 1 milhão de toneladas a produção anual de fosfatados e inclui a avaliação da venda de ativos no país.

    A medida faz parte de uma estratégia para reduzir custos, redistribuir capital e otimizar o portfólio de operações. A empresa informou que a paralisação deve resultar na redução do quadro de funcionários nas duas unidades, mas não detalhou o número de demissões.

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    Segundo a companhia, as operações durante o processo de paralisação seguirão as normas de segurança, ambientais e de gestão de barragens de rejeitos.

    “Além disso, a Mosaic pretende prosseguir com a venda dos ativos de Araxá, e continuar desenvolvendo o projeto de nióbio em Patrocínio. A empresa está prestes a concluir os trabalhos de avaliação técnica relacionados ao nióbio em Patrocínio, incluindo amostragem e análise”, diz a nota.

    Com a suspensão das atividades, a Mosaic estima impacto limitado no EBITDA ajustado, desconsiderando os custos pontuais relacionados à desmobilização.

    A companhia também avalia a venda dos ativos em Araxá, com expectativa de reduzir os investimentos anuais em cerca de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões, além de cortar entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões em despesas operacionais.

    No campo financeiro, a empresa prevê um impacto contábil bruto entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões no primeiro trimestre de 2026. Parte relevante desse valor está associada à desvalorização de ativos destinados à venda, enquanto o restante inclui custos de rescisões, contratos e desmobilização.

    Paralelamente, a empresa mantém o desenvolvimento de um projeto de nióbio em Patrocínio, atualmente em fase de estudos técnicos, com atividades de amostragem e análise mineral.

    “Acreditamos que paralisar as operações das unidades e buscar uma oportunidade de venda é o caminho certo a seguir”, afirmou Bruce Bodine, presidente e CEO da Mosaic. "Essa decisão reflete o compromisso contínuo da Mosaic com a disciplina na alocação de capital e na maximização dos retornos. Agradecemos aos nossos funcionários de ambas as unidades. Seus anos de compromisso com a segurança e suas contribuições para ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa são parte essencial do nosso sucesso.”

     

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