Diesel deve bater recorde em 2026 e biodiesel cresce 7,2%, diz StoneX

    Consumo de diesel deve alcançar 70,8 milhões de m³ impulsionado por agro, indústria e transporte, enquanto biodiesel avança 7,2% com a mistura maior no país

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    Diesel deve bater recorde em 2026 e biodiesel cresce 7,2%, diz StoneX
    24deAbrilde2026ás16:13

    O consumo de diesel no Brasil deve atingir um novo recorde em 2026, puxado pelo agronegócio, pela indústria e pelo transporte de cargas.

    Segundo a StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de m³, alta de 1,9% na comparação anual.

    O avanço é sustentado pela evolução da colheita, pelo aumento das exportações e pela intensificação da logística rodoviária no país.

    “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, realça o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

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    O ano começou pressionado. No primeiro bimestre, as vendas recuaram 1,7%, impactadas pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras ainda em 2025, em meio à expectativa de aumento do ICMS em janeiro.

    Os dados mais recentes, porém, já indicam retomada. O fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas avançou 7,5% em março, refletindo a recuperação do transporte de cargas.

    No recorte regional, Sudeste e Sul devem liderar o crescimento da demanda, impulsionados pela atividade industrial, pela recuperação da produção agrícola e pelo maior fluxo logístico em direção aos portos.

    O Centro-Oeste, por sua vez, deve registrar avanço mais moderado, diante da expectativa de menor produção de grãos, apesar da expansão do transporte de etanol de milho.

    Produção cresce e importações perdem espaço

    Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A avançou 4,5% no primeiro trimestre, com destaque para março, em meio ao esforço das refinarias para ampliar a oferta diante das incertezas globais.

    “Com isso, a expectativa agora é de queda nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026 (-0,6%), reduzindo a participação do produto importado no consumo total”, compartilha Cordeiro.

    Biodiesel acelera com mistura maior

    O crescimento é mais forte nos biocombustíveis. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de m³, impulsionada pela maior mistura obrigatória (B15) e pelo dinamismo econômico.

    “O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destaca a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

    O óleo de soja deve seguir como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, favorecido pela ampla oferta interna e pelo esmagamento recorde previsto para o ano.

    Em um cenário alternativo, com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.

    Demanda resiliente, mas com riscos no radar

    Mesmo com as incertezas no cenário internacional, como os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a avaliação é de que a demanda por diesel deve se manter resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica.

    Por outro lado, em um cenário de maior deterioração econômica e inflacionária, com reflexos sobre o agro e a indústria, a tendência é de impacto negativo também sobre a demanda por diesel B.

     

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