Plano Safra: André de Paula evita promessas e diz que decisão final cabe a Lula
Ministro afirma que governo discute juros, endividamento rural e fundo garantidor, enquanto agro cobra respostas diante da crise no setor

Durante a abertura do 4º Congresso Abramilho, o ministro da Ministério da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o governo federal trabalha para apresentar um Plano Safra que não apenas amplie os recursos para o agronegócio, mas também contemple preocupações consideradas urgentes pelo setor, como juros elevados, endividamento rural e mecanismos de garantia de crédito.
O ministro reconheceu que as demandas apresentadas por lideranças do setor, incluindo a senadora Tereza Cristina, que também participou do painel, estão no centro das discussões do governo.
Segundo ele, há uma expectativa de que parte dessas demandas seja incorporada ao próximo Plano Safra, embora a decisão final caiba ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Tenho feito no primeiro mês uma interlocução com todos os setores. Existe uma expectativa que no próximo Plano Safra esses anseios estejam dentro do Plano. Estamos trabalhando muito para que possamos apresentar um Plano, assim como nos três primeiros anos, com números crescentes”, afirmou.
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Segundo ele, há um esforço transversal da equipe do governo para construir um Plano Safra capaz de responder às dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais.
“Juros que possam caber no bolso do produtor rural. Uma preocupação com o endividamento do produtor rural. Uma preocupação grande também com esse fundo garantidor. Essas são questões que estão sendo discutidas”, disse.
