FPA realiza primeiro encontro com novo ministro e leva demandas prioritárias do agro
Reunião reúne parlamentares e setor produtivo para tratar de seguro rural, custos e mudanças nas regras de financiamento

André de Paula assumiu a missão de manter o Plano Safra, fortalecer o seguro rural e acelerar a inovação no campo
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reúne, na próxima terça-feira (14), o novo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, em meio à pressão do setor por mudanças nas regras que têm travado o crédito rural.
No encontro, parlamentares e representantes do agro devem cobrar soluções para destravar financiamentos, reforçar o seguro rural e dar mais segurança ao produtor na tomada de crédito para o próximo Plano Safra.
A reunião tem o objetivo também de promover uma melhor articulação entre a bancada ruralista e o ministro, o que não não foi bem alinhado quando Carlos Fávaro era o ministro.
Entre os principais temas da agenda estão o Plano Safra, o seguro rural, o custo dos combustíveis e outras pautas consideradas prioritárias pelo setor. A reunião ocorre em meio a um momento de pressão sobre o crédito rural e de discussão sobre ajustes nas políticas agrícolas.
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Nesta semana, a FPA anunciou que articula duas frentes para reverter os efeitos de resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), que têm gerado insegurança no acesso ao crédito rural.
Em vigor desde 1º de abril, as novas regras impõem restrições a financiamentos e, segundo produtores, já provocam bloqueios até mesmo em áreas consideradas regulares.
Além disso, a bancada defende a aprovação do Projeto de Lei 2.951/2024, que atualiza o seguro rural e prevê a criação de um fundo de catástrofes, considerado essencial para dar mais previsibilidade ao produtor.
Novo ministro: foco em continuidade
Na posse, realizada no dia 2 de abril, André de Paula assumiu a missão de manter o Plano Safra, fortalecer o seguro rural e acelerar a inovação no campo, sinalizando continuidade das políticas públicas e foco em previsibilidade para o agro.
Ele tomou posse substituindo Carlos Fávaro, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso. Ex-ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula destacou, ao assumir, a importância de preservar as bases estruturais do setor.
“Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil. Seguiremos fortalecendo segmentos como o Plano Safra, o PGPM, o Funcafé e o Seguro Rural. Estaremos atentos às transformações tecnológicas que moldam o presente e o futuro do agro", disse.
Bioinsumos, defensivos e inclusão sanitária na pauta
Também devem entrar na agenda a regulamentação das leis de bioinsumos e de agrotóxicos, além da inclusão sanitária de agricultores familiares.
A proposta envolve a simplificação de processos de inspeção em agroindústrias, com o objetivo de ampliar a área de comercialização dos produtos sem comprometer a sanidade.
Articulação com o setor produtivo
Nesta semana, André de Paula também recebeu a presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e presidente-executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella.
A reunião ocorreu na quinta-feira (9), na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e teve como foco as contribuições do IPA e do cooperativismo para a agropecuária brasileira.
Segundo o ministro, o encontro buscou estabelecer um canal direto de diálogo com o setor, por meio do fortalecimento de parcerias institucionais, como com o IPA.
O instituto reúne 57 entidades do setor agropecuário e atua como braço técnico e estratégico da FPA no Congresso Nacional, além de manter interlocução com o Executivo e o Judiciário e fomentar o debate sobre temas relevantes do agronegócio.
