El Niño 2026: o que já se sabe sobre o fenômeno e os possíveis impactos no Brasil

Modelos climáticos apontam mais de 80% de chance de formação do evento no segundo semestre, com risco de enchentes, seca, calor intenso e reflexos sobre a safra brasileira

Foto :Maurício Tonetto/Secom

Foto :Maurício Tonetto/Secom

27deMaiode2026ás15:28

Os  principais modelos climáticos monitorados por instituições internacionais e brasileiras já apontam uma probabilidade superior a 80% de formação de um novo El Niño no segundo semestre de 2026.

Embora ainda exista incerteza sobre a intensidade do evento, o professor de Aviação da Universidade Anhembi Morumbi, meteorologista Hiremar Soares alerta que o Brasil pode voltar a enfrentar uma combinação de extremos climáticos, com risco elevado de enchentes no Sul, secas prolongadas no Norte e Nordeste e ondas de calor mais intensas em diversas regiões do país.

O evento climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, altera os padrões atmosféricos globais e influencia diretamente o regime de chuvas e temperaturas no Brasil.

>> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

>> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET

Segundo Soares, os dados mais recentes já mostram uma mudança consistente no comportamento do oceano e da atmosfera.

“Os dados oficiais mais recentes (maio de 2026) da NOAA e dos órgãos oficiais brasileiros (INPE/INMET) indicam uma probabilidade superior a 80% de que o fenômeno El Niño se configure no segundo semestre de 2026. No entanto, os modelos numéricos ainda mostram grande incerteza sobre a sua intensidade. Há chances distribuídas entre um evento moderado, forte ou muito forte”, afirmou ao Agrofy News. 

De acordo com o especialista, os primeiros sinais mais consistentes devem aparecer ao longo da primavera, entre setembro e outubro, com intensificação durante o verão de 2026/27.

“Historicamente, os efeitos mais consolidados do fenômeno começam a se manifestar no Brasil durante a primavera (a partir de setembro/outubro) e ganham força durante o verão do hemisfério sul (fim de 2026 e início de 2027)”, explicou.