Inadimplência entre produtores rurais sobe para 8,8% no primeiro trimestre de 2026, aponta Serasa

Na análise regional, o Norte registrou a maior taxa de inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas, com 13,2%

Colheitadeira realiza a colheita de soja em propriedade rural durante a safra no Brasil.

Colheitadeira opera em lavoura durante a safra. Levantamento da Serasa Experian aponta que a inadimplência entre produtores rurais alcançou 8,8% no primeiro trimestre de 2026.

15deJulhode2026ás11:33

A inadimplência entre produtores rurais brasileiros atingiu 8,8% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento inédito da Serasa Experian.

O índice avançou 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025 e 0,6 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, refletindo a pressão financeira ainda enfrentada pelo setor.

O indicador considera dívidas de pessoas físicas da população rural vencidas há mais de 180 dias e contraídas com empresas ligadas ao agronegócio.

“A alta gradual da inadimplência mostra que, no início de 2026, os produtores rurais ainda enfrentam desafios para recompor sua capacidade financeira. Mesmo com uma perspectiva mais favorável para alguns segmentos do agronegócio, os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor”, diz Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Produtores sem registro rural lideram inadimplência

Na análise por porte, os produtores rurais sem informação de registro rural — possíveis arrendatários ou integrantes de grupos familiares ou econômicos — apresentaram o maior índice de inadimplência, de 11%.

Na sequência aparecem os grandes proprietários rurais, com 9,9%, seguidos pelos médios (8,6%) e pequenos produtores (8,3%).