Batata-doce pode virar etanol e biometano em São Paulo; saiba como

Parceria entre o Governo de São Paulo, o Instituto Agronômico (IAC) e a Agropecuária Vista Alegre vai desenvolver cultivares voltadas à produção de biocombustíveis e bioenergia

Lavoura de batata-doce utilizada em pesquisas para produção de etanol e biometano em São Paulo.

Parceria entre Governo de São Paulo, IAC e Agropecuária Vista Alegre vai desenvolver cultivares indu

24deJulhode2026ás14:00

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e do Instituto Agronômico (IAC-Apta), formalizou nesta quinta-feira (23), durante a abertura da Batatec 2026, em Presidente Prudente, uma parceria tecnológica com a Agropecuária Vista Alegre, empresa do Grupo Better Beef, para desenvolver cultivares industriais de batata-doce destinadas à produção de etanol e biometano.

O acordo prevê projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, unindo a experiência do IAC em melhoramento genético à demanda da agroindústria por materiais mais produtivos e adaptados ao processamento industrial.

"Nossa missão é encurtar a distância entre a pesquisa e a porteira da fazenda. O IAC tem o conhecimento técnico, e o setor produtivo sabe a demanda do dia a dia. Essa parceria faz exatamente isso: tira a burocracia do caminho para viabilizar a batata-doce como bioenergia e gerar competitividade real para o agro”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Pesquisa aplicada à bioenergia

O IAC desenvolve cultivares de batata-doce voltadas à alta produtividade, resistência a doenças e adaptação às diferentes regiões do Estado. Com a nova parceria, as pesquisas passam a incorporar características específicas para o uso industrial, como maior teor de matéria seca e amido, além de maior rendimento na produção de etanol.

Os estudos também contemplam o aproveitamento da biomassa e dos resíduos do cultivo para geração de biogás e biometano, ampliando o potencial da cultura na matriz de energia renovável.

“A região reúne condições climáticas muito favoráveis ao cultivo da batata-doce. Agora teremos a oportunidade de avaliar materiais desenvolvidos pelo IAC diretamente no ambiente de produção, aproximando ainda mais a pesquisa das necessidades da agroindústria”, destaca o pesquisador do IAC, Valdemir Antonio Peressin.