Aprosoja Brasil apresenta ao governo seis propostas para ampliar renegociação de dívidas rurais
Documento encaminhado ao Ministério da Fazenda sugere mudanças na MP 1.376 e na resolução do CMN
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A Aprosoja Brasil apresentou ao governo federal seis propostas para aperfeiçoar as regras de renegociação de dívidas rurais e ampliar o acesso dos produtores às medidas de crédito.
A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) apresentou ao Ministério da Fazenda seis propostas para ampliar o alcance das medidas de renegociação de dívidas rurais anunciadas pelo governo federal.
As sugestões foram encaminhadas nesta quarta-feira (29) e tratam de ajustes na Medida Provisória (MP) nº 1.376, de 15 de julho de 2026, e na Resolução nº 5.330 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada em 23 de julho.
O documento, endereçado ao ministro Dario Durigan, reúne propostas para ampliar o acesso às renegociações, elevar os limites de crédito e incluir modalidades de financiamento atualmente não contempladas pelas normas.
Condomínios rurais e limites de crédito
Entre as sugestões, a Aprosoja Brasil defende que os Condomínios Rurais de Produção também possam acessar financiamentos de até R$ 50 milhões. Pela regra vigente, apenas cooperativas podem pleitear esse volume de recursos junto às instituições financeiras. Segundo a associação, a restrição acaba excluindo produtores médios que atuam de forma conjunta em estados onde não há cooperativas em funcionamento.
A associação também propõe elevar de R$ 4 milhões para R$ 8 milhões o limite de crédito destinado aos produtores de maior porte que não enfrentaram perdas climáticas, mas tiveram comprometimento da renda — classificados nos normativos como "demais produtores rurais".
De acordo com a entidade, a maior parte das dívidas em situação crítica está concentrada nesse grupo.
Na avaliação da Aprosoja Brasil, a mudança tornaria as medidas mais compatíveis com a realidade do endividamento no campo e contribuiria não apenas para atender produtores de maior porte, mas também para preservar a carteira nacional de crédito rural.