Produtor rural não faz “commodity”, faz saúde mundial
Da rastreabilidade à ética produtiva, o produtor rural passa a ocupar papel central na saúde, na sustentabilidade e no valor dos alimentos consumidos no mundo


O valor agregado na origem transformará a categoria de produtoras e produtores em definitivos agentes da saúde do planeta em todos os sentidos. E todos os produtos que chegarão aos consumidores finais serão avaliados e precificados não mais apenas pela transformação agroindustrial, distribuição, comércio, serviços, passarão a contar algo que ficava invisível, de onde veio, quem fez, como fez e com quais valores éticos e nutricionais já “embarcou”, diferenciais qualitativos saudáveis e sustentáveis desde sua originação nos campos, águas e mares.
Uma “descommoditização” para justa precificação de valor na origem agregado. Produtoras e produtores rurais, novos agentes da saúde modernos, “agro originadores”. Só para relembrar a definição de commodity é: “mercadoria, produtos básicos não industrializados, matérias primas sem diferenciação de quem as produziu, ou da sua originação, e seus preços são determinados pela oferta e procura internacional”.
Conversei com Ana Doralina Menezes presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável e fiz a seguinte pergunta: quanto tempo levará para produtoras e produtores serem remunerados pelo valor agregado originado e não mais somente como uma commodity?