Boletim da Conab mostra importação recorde de fertilizantes em 2021

Em 2021, foram importadas quase 42 milhões de toneladas do insumo

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Boletim da Conab mostra importação recorde de fertilizantes em 2021
31deJaneirode2022ás18:16

As importações de fertilizantes pelos produtores brasileiros atingiram nível recorde no ano passado, chegando a 41,6 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2021. É o que mostra o Boletim Logístico divulgado, em 28 de janeiro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar de o porto de Paranaguá/PR ser a principal porta de entrada para o recebimento do produto, outras rotas têm conquistado um maior espaço. Santos, por exemplo, registrou um aumento em torno de 53% na entrada de fertilizantes com um destino ao Mato Grosso e estados do Sudeste e do Centro-Oeste – saindo de 6,6 milhões de toneladas para 10,1 milhões de toneladas.

Em momentos de custos elevados desses insumos, o setor tende a procurar por rotas mais acessíveis e que causem menos impactos no preço final de venda dos fertilizantes aos produtores rurais”, destaca o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Principal produtor de grãos do país, Mato Grosso foi o estado que mais importou adubos em 2021, registrando um volume de 8 milhões de toneladas, a maioria por meio dos portos de Santos e Paranaguá, “o que demanda um alto custo de transporte, tendo em vista a distância acima de 2.000 km”, pondera Guth.

Crescimento no Arco Norte 

De acordo com o boletim, o mesmo comportamento apontado em Santos ocorre nos portos do Arco Norte, que também tiveram um incremento na sua participação em volume, sobretudo visando a atender a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Mato Grosso. Os volumes recebidos em Santarém/PA, Barcarena/PA, Itacoatiara/AM e Itaqui/MA equivalem a 29,1% do volume importado para atendimento do Mato Grosso. O produtor mato-grossense tem buscado alternativas para reduzir o custo logístico deste produto de alto valor agregado.

Conforme o superintendente da Companhia, com a maior participação dos portos do Arco Norte na exportação de milho e soja, era esperado uma maior movimentação de fertilizantes, uma vez que é comum a utilização da modalidade de frete de retorno para redução do custo logístico. “[Os caminhões] movimentam-se em direção aos portos com os grãos e retornam para as regiões produtoras com os fertilizantes. Isso torna evidente a importância de continuar com os investimentos na região do Arco Norte e nos sistemas de transportes para essas rotas, não somente para exportação dos grãos, mas, também, nas importações dos insumos, completando o atendimento logístico da cadeia produtiva como um todo, aumentando a competitividade nacional”, afirma Thomé Guth.

Mercado de frete nos estados 

O início da colheita da soja tem pressionado os preços de frete na maioria dos estados analisados pela Conab. De acordo com o boletim publicado, a alta das cotações dos serviços de transporte pôde ser verificada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás ainda no final do ano passado. Além disso, a elevação no preço do óleo diesel influencia no valor praticado no mercado.

O Paraná também registrou alta nos preços praticados em dezembro, mas a elevação se justifica pela menor oferta de caminhões, parados devido às festas de final de ano. A previsão é que em janeiro os preços normalizem, porém, com a entrada da nova safra, a redução não deverá ser muito grande.

No Distrito Federal, o mercado continua operando com baixos volumes a serem transportados. A excessiva oferta de caminhões no período, aliada à baixa disponibilidade de produtos dado a entressafra, forçaram as cotações para baixo na maioria das rotas pesquisadas em dezembro de 2021, em comparação com o mês anterior. No entanto, segundo a Conab, o desempenho das lavouras de grãos na região segue positivo, com a expectativa de que sejam alcançados níveis recordes de produtividade.

*Com informações da Conab

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