Conab aponta redução de preços da batata enquanto cotações da cebola sobem

Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram os estados que registraram os menores preços da batata

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Conab aponta redução de preços da batata enquanto cotações da cebola sobem
15deFevereirode2022ás19:46

batata apresentou oferta recorde em dezembro nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), o que proporcionou a queda de preços da hortaliça do tipo tubérculo em quase todos os mercados atacadistas analisados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A exceção foi apenas em Rio Branco/AC, onde houve alta mensal de 8,11%. Nas demais, as reduções chegaram a 36,86% em Curitiba/PR, 30% no Rio de Janeiro/RJ, 27,3% em São Paulo/SP, 22,92% em Belo Horizonte/MG e 15,23% em Campinas/SP.

Outros mercados também apresentaram cotações mais baixas, mesmo que em menores percentuais, como nas centrais de Brasília/DF (4,21%), Recife/PE (4%) e Fortaleza/CE (3,77%). Com isso, uma das hortaliças mais utilizadas na culinária brasileira foi vendida em média a R$ 0,77 o quilo no Rio de Janeiro e a R$ 1,48 em Belo Horizonte, estados onde ela ficou mais em conta. Os dados são do 1º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgados pela Conab no fim de janeiro.

Enquanto a batata registrou queda nos preços, a cebola seguiu com preços altos em todas as Ceasas avaliadas pela Companhia em dezembro. Os aumentos alcançaram a casa dos 30% em pelo menos três mercados atacadistas: Recife/PE (37,44%), Rio de Janeiro/RJ (32,29%) e Brasília/DF (30,08%). Próximas aos 20% de aumento aparecem as Ceasas de Rio Branco/AC (24,69%), Curitiba/PR (23,5%), São Paulo/SP (20,79%), Campinas/SP (20,1%), Fortaleza/CE (20%) e Belo Horizonte/MG (19,68%).

A cotação das frutas

No caso das frutas, o boletim destaca a baixa nos preços da melancia, graças à maior oferta do produto em dezembro. Como a demanda segue regular, com as chuvas e o efeito de substituição (mesmo que pequeno) por outras frutas típicas de fim de ano, como ameixa e pêssego, o volume foi bem absorvido no varejo.

“Houve desaceleração da produção em Marília/SP e na colheita baiana de Porto Seguro/BA, bastante influenciada pelas chuvas, o que provocou redução dos carregamentos pelas dificuldades logísticas, e comprometeram a qualidade de algumas frutas na primeira quinzena do mês”, explica a gerente de Estudos do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Joyce Fraga. “O que garantiu o aumento da oferta mensal foram os envios das regiões paulistas de Araraquara, Itapetininga e Presidente Prudente, além das melancias provenientes de São Jerônimo, no Rio Grande do Sul”.

Apesar de a melancia estar mais em conta, a banana e o mamão subiram nas cotações. De acordo com o Boletim, o aumento dos preços da banana foi causado pela menor produção da variedade prata, por problemas climáticos, e pelas exportações, que continuaram aquecidas. No caso do mamão, além da queda na oferta, principalmente da variedade formosa, houve acréscimo no valor dos insumos para a produção, doenças fúngicas em decorrência das chuvas e as exportações, que cresceram novamente.

O Boletim Prohort faz o levantamento dos dados estatísticos a partir das Ceasas em São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Curitiba/PR, Brasília/DF, Recife/PE, Fortaleza/CE, Rio Branco/AC e Campinas/SP que, em conjunto, comercializam grande parte dos hortigranjeiros consumidos pela população brasileira. A conjuntura mensal é realizada para as hortaliças e frutas com maior representatividade na comercialização, incluindo alface, batata, cebola, cenoura, tomate, banana, laranja, maçã, mamão e melancia.

* Com informações da Conab

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