RS apresenta em Brasília plano de irrigação após prejuízo de R$ 126 bilhões com secas
Proposta apresentada ao Ministério da Agricultura prevê ampliar área irrigada no estado e usar suspensão da dívida com a União para financiar infraestrutura hídrica

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, apresentou ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em Brasília, uma proposta para viabilizar investimentos estruturais em irrigação no Estado por meio da prorrogação da suspensão do pagamento da dívida com a União.
A iniciativa integra o Plano Irrigação Resiliente do RS, que busca reduzir de forma permanente os impactos econômicos provocados pelas estiagens recorrentes sobre a produção agropecuária gaúcha.
Durante a reunião, Leite apresentou dados que evidenciam o peso crescente das secas sobre a economia estadual.
Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Sul enfrentou quatro estiagens severas, com perdas expressivas na produção agrícola. Em 2022, por exemplo, a estiagem provocou queda de 43% no valor agregado do produto agropecuário.
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Entre 2020 e 2025, estima-se que o Estado tenha deixado de produzir cerca de 48 milhões de toneladas de grãos, com prejuízo aproximado de R$ 126 bilhões aos produtores e impacto econômico que pode chegar a R$ 300 bilhões, considerando os efeitos ao longo das cadeias produtivas.
Segundo o governador, os efeitos das secas extrapolam o setor agropecuário e atingem toda a economia gaúcha.

O agronegócio responde por cerca de um terço do valor adicionado bruto do Estado, e as perdas agrícolas reduzem exportações, afetam a arrecadação estadual e federal e contribuem para o baixo crescimento econômico.
