Exportação de carne suína cai 6,3% no primeiro trimestre

Número reflete hiato nas importações da China e Hong Kong, principais destinos

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Exportação de carne suína cai 6,3% no primeiro trimestre
11deAbrilde2022ás17:10

As exportações brasileiras de carne suína caíram 6,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Entre janeiro e março, os embarques de carne suína chegaram a 237,5 mil toneladas contra 253,5 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.

Em receita, o saldo registrado é de US$ 498,5 milhões, desempenho 16,1% inferior ao registrado nos três primeiros meses de 2021, com US$ 594 milhões.

Considerando apenas o mês de março, o volume embarcado foi de 91,4 mil ou 16,3% menor que o registrado no mesmo mês de 2021 (mês com o segundo melhor desempenho da história), com 109,2 mil toneladas.

Em receita, as vendas de carne suína alcançaram US$ 190,3 milhões no terceiro mês deste ano, número 27,3% menor que as US$ 261,7 milhões alcançadas em março de 2021.

“As vendas de carne suína em março trouxeram recuperação, em patamares próximos à média do primeiro semestre de 2021. A comparação com março do ano passado, que registrou o segundo melhor desempenho da história do setor, pode parecer negativa”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Contudo, continua Santin, a comparação em relação aos meses anteriores acena para a melhoria dos níveis de exportações, que tem contribuído para a redução dos impactos da forte crise gerada pelos custos de produção históricos.

China e Hong Kong

Entre os destinos de exportação em março, a China seguiu como principal importadora, com 34,1 mil toneladas (-41,8%), seguida por Hong Kong, com 9,7 mil toneladas (-44,2%), Filipinas, com 6,8 mil toneladas (+255,2%), Singapura, com 5,2 mil toneladas (+36,4%) e Argentina, com 5 mil toneladas (+71,5%).

“A China deverá continuar comprando carne suína brasileira nos próximos meses. A esperada melhora da situação da COVID lá e o respectivo relaxamento das restrições aumentarão a demanda pela carne suína importada de maneira geral”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Ele também pontua que a difícil situação de mão de obra em países concorrentes do Brasil também deverá possibilitar que o setor aumente seus volumes no curto e médio prazo.

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