Custo do confinamento atinge menor nível do ano no Sudeste
Arroba recua nas duas regiões, mas lucro por cabeça segue acima de R$ 1 mil
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Bovinos em confinamento: levantamento do ICAP de junho mostra que a redução dos custos de alimentação ajudou a manter a lucratividade acima de R$ 1 mil por cabeça, mesmo com a queda da arroba.
O custo do confinamento atingiu o menor nível do ano no Sudeste em junho, segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).
Mesmo com a queda da cotação da arroba nas principais regiões produtoras, a redução dos custos de alimentação ajudou a manter a lucratividade da atividade acima de R$ 1 mil por cabeça, reforçando a eficiência produtiva como principal fator de sustentação das margens do setor.
O indicador é calculado a partir de dados reais coletados pela tecnologia de gestão de confinamento (TGC), que gerencia 62% das cabeças confinadas do país, segundo o Beef Report Abiec 2025.
O Centro-Oeste fechou o mês com ICAP de R$ 12,91/cab/dia (+0,62%) e o Sudeste com R$ 11,79/cab/dia (-2,23%), menor nível do ano.
O perfil dos animais abatidos (99 dias de cocho e 7,68 arrobas produzidas) aliado ao menor custo alimentar permitiu ao Centro-Oeste reduzir em 9,93% o custo da arroba produzida e retomar a liderança da lucratividade.
A diferença entre as regiões voltou a aumentar, passando de R$ 0,77 para R$ 1,12 por cabeça ao dia, consolidando o quarto mês consecutivo em que o Sudeste opera com menor custo alimentar.
Mesmo com a queda da arroba física de 5,69% no Centro-Oeste e de 3,35% no Sudeste, a lucratividade superou os R$ 1.000 por cabeça nas duas regiões, reforçando que a gestão dos custos de produção passou a ser o principal fator de sustentação das margens do confinamento.
Visão trimestral dos insumos por Região
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, o custo total da dieta de terminação encerrou junho 4,16% abaixo da média do trimestre (abril a junho). O principal movimento veio dos volumosos (-37,13%), seguidos pelos energéticos (-8,25%), refletindo o avanço da colheita da safrinha e a maior disponibilidade de alimentos na região. Apenas os proteicos permaneceram praticamente estáveis (+ 0,50%).