Presidente da Abimaq está otimista com temporada 2022/2023

Brasil é autossuficiente na produção de máquinas agrícolas, mas precisa de um Plano de Safra 2022/2023 compatível com a realidade

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Presidente da Abimaq está otimista com temporada 2022/2023
09deMaiode2022ás15:31

Crédito é palavra de ordem quando o desafio é pensar em estratégias para consolidar o Brasil como autossuficiente na produção de máquinas agrícolas, a partir de uma inevitável (e aguardada) modernização. 

E, justamente neste cenário, o Plano Safra 2022/2023, em elaboração, precisa ser compatível com a realidade do País, na qual 50% das máquinas agrícolas em uso no campo possuem mais de quinze anos. 

A reflexão cima é do empresário João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em artigo publicado recentemente no site da instituição.

Animado com os resultados da 27ª edição da AGRISHOW – o evento, realizado em abril, reuniu mais de 800 marcas, entre nacionais e internacionais, e recebeu um público de 150 mil visitantes, com representante de 70 países  - o presidente do conselho comemorou, no texto, a superação do setor nos últimos dois anos, especialmente em função da pandemia causada pela covid-19.

“O cenário sensível demandou resiliência e interlocução por parte dos setores produtivos com as diversas instâncias do governo federal, objetivando demonstrar às autoridades públicas em todas as suas esferas, a relevância que temos para o PIB, para a geração de emprego e arrecadação de impostos.”, escreveu.

“Também reforçamos as peculiaridades da cadeia produtiva, a qualidade da mão de obra empregada, a importância da obtenção de capital de giro e financiamento para a modernização das máquinas compatíveis com a atividade realizada, entre outros fatores.”, completou.

Para ele,  o atual momento é de modernização e de otimismo diante do potencial do Brasil. Porém, o discurso não se concentra somente tecnologia, mas essencialmente fala em maturidade dos responsáveis por fazer a gestão de todo o setor e em investimentos com juros compatíveis às necessidades dos produtores.

“Importante notar que o contínuo aperfeiçoamento das máquinas e implementos agrícolas e o advento da digitalização na agricultura, constituem fator de aumento da produtividade das lavouras e da competitividade do agronegócio brasileiro. Desse modo, nossas sugestões para as linhas de financiamento são baseadas em alguns pontos fundamentais: previsibilidade e estabilidade na oferta de crédito; volume de recursos adequados; e juros fixos e compatíveis com a atividade econômica.”

Ampliar recursos é essencial

O representante da Abimaq traz exemplos práticos para o crescimento do setor nos próximos anos. Um deles é que a ampliação do Moderfrota, que é uma linha de crédito exclusiva para máquinas agrícolas, para R$ 32 bilhões e a manutenção de taxa de juros fixa e do prazo de pagamento de até 7 anos (além da carência de até 14 meses).

Para o Pronaf Mais Alimentos, a sugestão é um volume de recursos de R$ 11 bilhões,  somente para máquinas agrícolas, e a manutenção das atuais condições de financiamento do programa. E também o PCA - Programa para Construção e Ampliação de Armazéns – é considerado estratégico, necessitando de um aporte maior de recursos, de R$ 15 bilhões, como forma a evitar a ampliação do déficit de armazenagem no Brasil.

“A positiva indicação de um novo recorde de safra no país, demonstra que o Brasil consegue responder a contento à demanda mundial crescente por alimentos. Mas, por outro lado, pressiona ainda mais o déficit de armazenagem de grãos no país, que está próximo aos 100 milhões de toneladas e beirando o caos logístico, o que só piora se levarmos em consideração que muitas estruturas são antigas e obsoletas, carecendo de reforma ou substituição.”  

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