Estiagem pode impactar 2ª safra de milho na região central, alerta Inmet

Mato Grosso, maior produtor do milho segunda safra, sofre com a falta de chuva desde abril

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Estiagem pode impactar 2ª safra de milho na região central, alerta Inmet
10deMaiode2022ás15:22

A estiagem em 2022 pode impactar diretamente a safra de milho na região central brasileira, de acordo com alerta emitido hoje, dia 10, pelo Instituto Nacional de Metereorologia (Inmet). 

O estado do Mato Grosso, maior produtor da cultura do milho segunda safra, já vem sofrendo com a falta de chuva desde abril.

O município de Nova Xavantina, por exemplo, é o atual recordista “na seca”, com 38 dias de estiagem. Outras cidades, como Diamantino, Itiquira e Paranatinga, acumulam 26 dias sem chuvas.

Segundo o Inmet, a estiagem prejudica o desenvolvimento da cultura do milho segunda safra e costuma causar quebras na produtividade. Ainda de acordo com o Instituto, o impacto pode ser agravado quando alinhado com altas temperaturas, acima de 35º, uma vez que isso afeta severamente a fenologia.

“A temperatura prevista para o mesmo trimestre, poderá ficar dentro e ligeiramente acima da média, principalmente no mês de julho. Devemos estar atentos às atualizações dos boletins agroclimáticos mensais emitidos pelo Inmet”, diz agrometeorologista Cleverson Freitas. 

Massas de ar seco

De acordo com o Inmet, a estiagem no período de maio a setembro já é esperada na região central do País, quando massas de ar seco impedem a formação de nuvens de chuva.

Tradicionalmente, a medida dos acumulados de chuva no período varia entre 10 mm e 80 mm, sendo que junho e julho são os dois meses mais críticos, com volumes de chuva inferiores a 40 mm.

Até o momento, a previsão climática do Inmet para 2022 indica chuvas dentro da média climatológica em grande parte do estado nos meses de maio, junho e julho, com acumulados previstos entre 40mm e 100 mm. Já no norte do estado, as chuvas podem ficar ligeiramente acima da média.

As informações sobre a previsão do tempo são fornecidas de forma gratuita pelo Inmet, através da plataforma Agromet, e considerando a inclusão das áreas produtoras de diferentes culturas para todo Brasil.

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