Exportação de frango cresce e de suínos cai em abril, informa ABPA

A China é o principal destino para ambas proteínas produzidas no Brasil

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Exportação de frango cresce e de suínos cai em abril, informa ABPA
13deMaiode2022ás14:39

 A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou que as exportações de aves subiram 5,7% e as de suínos caíram 8,8% durante o mês de abril ao registrado no mesmo período de 2021.

No caso da carne de frango, o país totalizou 418,2 mil toneladas exportadas, ou 22,5 mil toneladas a mais que o total de 395,7 mil toneladas embarcadas em abril do ano passado.

O resultado dos embarques do período totalizou US$ 821 milhões, número 34,6% maior que o desempenho alcançado em abril do ano passado, com US$ 610 milhões.

As vendas internacionais de carne de frango alcançaram 1,560 milhão de toneladas entre os meses de janeiro e abril, número 9% maior que o registrado nos quatro primeiros meses de 2021, com 1,432 milhão de toneladas. Em receita, o resultado do período cresceu 32,4%, com US$ 2,872 bilhões, contra US$ 2,169 bilhões no ano passado.

Os principais importadores dos produtos brasileiros no quadrimestre foram a China, com 197,1 mil toneladas (-3%), Emirados Árabes Unidos, com 164,4 mil toneladas (+80,4%), Japão, com 132,4 mil toneladas (+0,3%), África do Sul, com 119,8 mil toneladas (+14,3%), Arábia Saudita, com 87,2 mil toneladas (-45,4%), União Europeia, com 71,7 mil toneladas (+27,8%) e México, com 58,5 mil toneladas (+128,6%) 

Queda nas exportações de suínos 

Já as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 89,7 mil toneladas em abril, 9 mil toneladas menos que as 98,7 mil toneladas embarcadas em abril de 2021. Em receita, o resultado das vendas do mês alcançou US$ 193,4 milhões, número 16,7% menor que o registrado no mesmo mês de 2021, com US$ 232,3 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a abril), as exportações de carne suína alcançaram 327,3 mil toneladas, número 7% menor que o registrado no primeiro quadrimestre de 2021, com 351,8 mil toneladas. Em receita, houve retração de 16,3%, com US$ 692 milhões neste ano, e US$ 826,4 milhões no ano passado.

De acordo com a ABPA, a China é o principal destino das exportações realizadas entre janeiro e abril, com 118,6 mil toneladas (-35% em relação ao mesmo período do ano passado), seguida por Hong Kong, com 33,8 mil toneladas (-34,8%), Filipinas, com 23,2 mil toneladas (+281,3%), Singapura, com 20,1 mil toneladas (+43,9%) e Argentina, com 18 mil toneladas (+83,1%).

“As vendas de abril retornaram para patamares próximos de 90 mil toneladas, que é a tendência de desempenho mensal esperada para este ano.  As exportações de carne suína do Brasil, estão em processo de acomodação de níveis de embarques, se estabelecendo em patamares significativamente superiores aos que eram registrados antes da grande disrupção global da proteína, iniciada em 2018 e com efeitos mais sensíveis entre 2019 e 2021. A China tem perdido parte de sua influência sobre o desempenho total das exportações, sendo substituída por outras nações da Ásia e América do Sul. ”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

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