Conab aponta queda no preço de diversas frutas em abril

Preços da maioria das hortaliças também caíram, com exceção da batata, cebola e tomate

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Conab aponta queda no preço de diversas frutas em abril
17deMaiode2022ás11:38

Mamão e Melancia são as frutas ideais para o consumo quando o assunto é preço baixo. Isso porque, de acordo com o 5º boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado hoje, dia 17, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os itens apresentam as cotações mais baixas após fechamento mensal de abril.

O Prohort analisa a comercialização a partir do movimento dos entrepostos públicos de hortigranjeiros, com indicadores de hortaliças e frutas, a partir dos dados das Centrais de Abastecimento – Ceasas. Os números podem ser um primeiro alívio às consecutivas altas da inflação no país.

A edição mais recente aponta que a melancia, como exemplo, chegou a registrar queda em alguns mercados, especialmente na CEAGESP/SP (-40,48%), com preço médio de R$ 1,50/kg, e na Ceasa de Goiânia/GO (-36,56%), onde a fruta chegou a um preço médio de R$ 2,03/kg. Já o mamão, que vinha em patamares elevados no início do ano, teve queda no preço em abril.

Ainda de acordo com o boletim, banana, laranja e maçã tiveram oscilações entre os mercados atacadistas estudados, com destaque para a redução do preço médio da laranja na Ceasa de Rio Branco/AC (-26,84%) e da maçã em Vitória/ES (-18,46%). 

No caso das hortaliças, o levantamento indicou alta nos preços da batata, cebola e do tomate nos mercados atacadistas estudados. A cenoura, em contrapartida, e após alta sequencial nos últimos meses, teve recuou em abril, consequência de menor demanda da raiz. A maior queda foi registrada em Vitória/ES, de 30,16%.

O Ceagesp também apontou redução na média de preços das hortaliças como abóbora moranga (-20%), beterraba (-16%), batata-doce (-15%), inhame (-12%) e abobrinha (-11%). E em relação às frutas, na compração com março,  destacou-se queda nas cotações: caqui (-47%), pêssego (-29%), melão (-21%), carambola (-17%), limão (-15%) e a uva (-12%).

O levantamento da Conab considerou dados das Centrais de Abastecimento localizadas em São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES, Curitiba/PR, Goiânia/GO, Brasília/DF, Recife/PE, Fortaleza/CE e Rio Branco/AC.

Parceria com Ibraflor

Em parceria com o Instituto Brasileiro de Floricultura, o boletim de maio do Prohort trouxe uma seção especial com dados sobre o mercado de flores e plantas nos primeiros quatro meses de 2022.

O setor vive momento de retomada, após queda nas vendas com a pandemia de covid-19, e acredita que será possível fechar o ano com alta de 12% comparado de 2021. “Estamos otimistas com 2022 que, já é melhor que 2021. Recuperamos um bom bocado, mesmo que, se comparados com 2019, ainda estamos 13% abaixo nas vendas”, lembrou Kees Schoenmaker, presidente do Ibrafor.

De acordo com ele, a expectativa do setor é que os números estão normalizados, quando comparados a antes da pandemia, no máximo até o primeiro trimestre de 2023. “O momento atual já pode ser considerado um estímulo para o retorno dos produtores que deixaram o cultivo nos últimos anos”, avaliou.

Dia das Mães como indicador

O Dia das Mães, tradicional, é melhor data comemorativa para o setor da lloricultura nacional e chega a representar 16% do faturamento nos mais diversos elos da cadeia. Este ano, entretanto, a data teve desempenho atípico, de acordo com a Ibraflor.

Impulsionada pela retomada dos eventos, principalmente casamentos e formaturas, houve aumento da demanda pelas flores de corte, ao mesmo tempo em que os produtores ainda não conseguiram disponibilizar ao mercado a mesma oferta de antes da pandemia. Desta forma, a demanda de compra no dia, foi maior do que a oferta, resultando em uma margem de preços mais alta. A procetagem de vendas do período ainda não foi divulgada.

 

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