Governo aprova reforço de R$ 1,2 bilhão para Plano Safra 2021/2022
Suplementação orçamentária atende pedido do setor agro após alta na taxa de juros
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A Junta Orçamentária Executiva, do Ministério da Economia, aprovou a suplementação de R$ 1,2 bilhão para reforçar o Plano Safra 2021/22, após mobilização do setor de agronegócio.
A confirmação do reforço orçamentário veio na última sexta (dia 20), após anúncio do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago.
No último dia 12, já havia sido sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, a Lei 14.336, de 2022, que abre ao orçamento da União crédito suplementar no valor de R$ 2,57 bilhões. Desse total, RS 868,5 milhões são para equalização de juros do atual Plano Safra (2021/2022).
Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Sérgio Souza (MBD-PR), o aumento nas taxas de juros - ainda que com a intenção de controlar a inflação – acelerou o consumo das linhas de crédito com subvenção e prejudicou os produtores e, por esse motivo, a suplementação atende uma reinvidicação do setor agro.
“O aumento da taxa de juros fez com que o Plano Safra consumisse mais rapidamente os recursos, que foram endereçados, exatamente, para a equalização de juros”, explicou o parlamentar.
Reunião no Mapa
Na semana passada, integrantes da bancada ruralista e do Ministério da Agricultura reuniram-se com o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, justamente com o objetivo de pressionar o governo na liberção de recursos adicionais ao agro. “Sabemos que o agro é maior setor da economia brasileira, e isso só é possível porque temos programas fortes. Sem o Plano Safra, a possibilidade de crédito ficaria inviabilizada e não seria possível produzir com segurança nesse país,” disse Souza.
Quando anunciado, em junho do ano passado , o recurso do Safra era R$ 251,22 bilhões - número que, na época, representava aumento de R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao plano anterior (20/21).
Os recursos adicionais do Safra serão direcionados a operações de custeio agropecuário, comercialização, investimentos rural e agroindustrial e a programas do Ministério da Agricultura como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).