Ibrafe prevê falta de feijão-carioca neste ano no Brasil

    Instituto informa que novas safras só estão previstas para setembro de 2023

    Ibrafe prevê falta de feijão-carioca neste ano no Brasil
    25deMaiode2022ás16:01

    O Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe) publicou em seu site, ontem (dia 24), que faltará feijão-carioca no mercado brasileiro até o final deste ano. Segundo a entidade, os países produtores tiveram a produção prejudicada e não haverá safra relevante até setembro de 2023.

    O próprio título do artigo “todo o feijão-carioca do país acabará antes do final do ano e não há de onde trazer” indica o problema. Segundo o material, além do Brasil, apenas a Argentina poderia abastecer o mercado nacional, mas os produtores do país vizinho reportam “geadas nunca registradas”.

    Apesar disso, a Conab prevê uma segunda safra recorde para o item, 23,3% acima em relação ao mesmo período da safra 2020/21. Os relatórios do órgão informam que clima mais favorável contribui para um maior rendimento dos grãos, na maioria das regiões produtoras.

    Segundo o site, no entanto, a produtividade da temporada 21/22 não será normal e, mesmo com redução da alíquota de importação para 6 mil itens, inclusive o feijão, anunciada ontem, faltará o produto.

    “Como somente a América do Sul terá feijão de agora até setembro de 2023, esqueça a jogada para acalmar o consumidor”, afirma o comunicado da Ibrafe publicado ontem.

    Entidades preveem fome

    Já em novo texto publicado hoje (dia 25), o tom é ainda mais preocupante: “todos sabem e lamentam que a fome voltará a assolar o planeta em pleno século 21”.

    Nas últimas semanas, inclusive, própria FAO revelou ainda que o indice de preços dos alimentos é o mais alto da história e a Oxfam alertou sobre o risco de 260 milhões de pessoas entrarem na faixa de extrema pobreza. Apesar da previsão de escassez do feijão - produto da cesta básica do brasileiro - até 2023, o Ibrafe mira atender outros mercados no exterior.

    “O mundo tem um buraco de oferta para o próximo ano e nós somos candidatos a atender este mercado. Teremos agendas no início de junho em Brasília para encontrarmos formas de acelerar nossa participação no mercado mundial de Pulses”, diz a entidade.

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