Produção de milho em SP supera R$ 4 bilhões e cresce 26% em 2025

    Avanço da área cultivada e maior produtividade impulsionam o Valor da Produção Agropecuária no estado, segundo estimativas do IEA-APTA

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    Produção de milho em SP supera R$ 4 bilhões e cresce 26% em 2025
    13deFevereirode2026ás13:30

    Cereal mais consumido no mundo, o milho tem ganhado cada vez mais protagonismo no cenário agrícola brasileiro, tanto em volume quanto em valor econômico.

    O cereal é conhecido por sua versatilidade, utilizado desde a alimentação animal até para a produção de etanol e alimentos.

    Em estados como São Paulo, por exemplo, o setor vive dias de céu de brigadeiro após um impulso produtivo que reflete diversos fatores favoráveis: investimentos em tecnologia, melhoria genética de cultivares, assistência técnica e um mercado em expansão.

    Atualmente, o milho está entre os dez principais produtos cultivados no estado.

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    Em 2025, a cultura do milho paulista alcançou números que chamam atenção: o Valor de Produção Agropecuária (VPA) ultrapassou os R$ 4 bilhões, um crescimento de 26,24% em relação a 2024, segundo estimativas preliminares do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

    A alta posição de mercado do milho tem reflexos em toda a economia rural: é mais renda para produtores, impulsiona a demanda por insumos, movimenta serviços logísticos e fortalece tanto cadeias de pecuária quanto indústrias que dependem do grão como matéria-prima.

    Além disso, o crescimento da cultura (+14,3% no volume cultivado entre 2024 e 2025) contribui para a diversificação de sistemas produtivos e demanda o uso de tecnologias de manejo mais eficientes em regiões produtoras.

    Regiões em destaque

    A produção de milho no estado de São Paulo em 2025 foi generosa, tanto em volume quanto em valor agregado. A área cultivada e a produtividade também avançaram de forma inesperada, reforçando o papel do cereal entre os principais produtos agrícolas do estado.

    Além de Assis, tida como o berço do milho paulista, outras localidades do estado concentram mais de 58% da área plantada, como aponta o IEA-APTA. São elas:

    • Itapeva;

    • Ourinhos;

    • São João da Boa Vista;

    • Presidente Prudente.

    Essas regiões se destacam especialmente na safrinha, plantio realizado após a colheita da soja, que se transformou numa alternativa produtiva e rentável para boa parte dos agricultores.

    Investimento que dá resultado

    Parte desse impulso vem de políticas públicas estaduais e de parcerias entre órgãos públicos e empresas privadas que oferecem assistência técnica e incentivo ao cultivo, reforma de pastagens e demonstrações de boas práticas agrícolas.

    No caso de São Paulo, iniciativas como o programa Milho+SP, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento em parceria com as empresas Brevant, Pioneer, Yara, Corteva e Valtra, estão resultando em mais produtividade e na expansão de práticas mais tecnológicas que dão aquela força ao produtor.

    Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), a demanda pelo grão cresce com o abate de suínos, bovinos e aves no Estado, deixando claro que ainda existe um “grande potencial” para a exploração do milho em São Paulo.

    Diversificação

    A pesquisa do Instituto Agronômico (IAC-APTA) garantiu o lançamento de novos híbridos de milho branco, por exemplo, em resposta ao apelo de diversificação do setor às demandas de mercados específicos, como o de canjica e farinha branca, que têm forte apelo comercial em algumas regiões produtoras.

    Essa mobilização vai ao encontro de dados governamentais que mostram que a produção agrícola do país vem registrando aumentos expressivos nos últimos anos, com o milho lado a lado com o café impulsionando o Valor Bruto da Produção nacional.

    Esse movimento não é isolado apenas em São Paulo.

    Estados com forte presença na produção de milho, como Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul, também têm registrado ótimos resultados, com reflexos no valor total gerado pelo campo, na criação de animais e no impulso das exportações.

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