Peso-Real: Guedes defende moeda comum com a Argentina

Ministro avaliou, no Fórum Econômico Mundial, que o papel ajudaria o agro

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Peso-Real: Guedes defende moeda comum com a Argentina
26deMaiode2022ás16:42

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou-se a favor da criação de uma moeda comum entre o Brasil e a Argentina durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

A ideia é que a moeda “Peso-Real” seja utilizada para o comércio exterior dos dois países, que planejam aumentar suas exportações de produtos agropecuários em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia e também nos próximos anos.

Nesse sentido, Guedes afirmou que o governo Bolsonaro está comprometido com uma maior integração dos países latino-americanos para enfrentar a difícil situação que os mercados internacionais atravessam, marcados por altos preços de energia e alimentos.

Em relação a uma moeda conjunta, o ministro brasileiro adiantou: "Acho que provavelmente veremos o peso-real". A Argentina é o maior parceiro do Brasil no Mercosul e um dos principais destinos de seus produtos industrializados.

Além disso, Guedes previu que essa moeda poderia consolidar-se em 15 anos dependendo da reconfiguração dos mercados mundiais de commodities e das cadeias globais.

Comércio Brasil Argentina

As exportações para a Argentina cresceram 47,8% e somaram US$ 1,26 bilhões em abril deste ano. As importações aumentaram 31,3% e totalizaram US$ 1,03 bilhões no mesmo mês. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,23 bilhões e a corrente de comércio aumentou 39,9% alcançando US$ 2,29 bilhões.

No período acumulado de Janeiro/Abril 2022, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a Argentina cresceram 26,6% e atingiram US$ 4,44 bilhões. As importações cresceram 4,0% e chegaram US$ 3,59 bilhões.

Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 0,85 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 15,4% totalizando US$ 8,03 bilhões.

Aliquotas de importação 

Em outro trecho das declarações, Guedes também justificou o aumento dos juros para conter a inflação global e previu: “A inflação global está subindo, os preços dos alimentos e do petróleo estão subindo. Águas turbulentas à frente.”

No entanto, ele garantiu que seu país tem condições de “resistir ao cenário” graças ao ajuste fiscal realizado pelo governo Bolsonaro. Em seguida, voltou a focar na importância das produções latino-americanas e indicou que esta região é "essencial" para fornecer energia a grande parte do mundo.

Após defender as políticas ambientais do país, onde as energias solar e eólica avançam, ele defendeu o pedido do Mercosul de redução das tarifas de importação em busca de gerar um choque de oferta, como forma de combater a inflação no mercado interno.

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