Grupo anuncia maior rebanho angus da América Latina

Complexo receberá ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão no norte de Minas Gerais

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Grupo anuncia maior rebanho angus da América Latina
02deJunhode2022ás15:23

O Grupo Carapreta realiza um ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão para consolidar a maior produção de gado angus do Brasil e da América Latina no norte de Minas Gerais. 

A iniciativa já soma 70 mil animais da raça em três fazendas com modelo de produção em economia circular com certificação Certified Humane, que foi case de sustentabilidade na COP 26.

A Carapreta é o braço de agronegócio do grupo mineiro A.R.G, fundado em 1978 e, além da produção de bovinos, também processa ovinos e pescado, bem como tem três indústrias para abastecer mercados e restaurantes premium.

As fazendas têm área total próxima a 30 mil hectares nos municípios de São João da Ponte e Jaquitaí, enquanto o frigorífico de carne fica em Contagem. Há três anos, também foi iniciada a plantação de soja em 2 mil hectares.

A projeção para 2022 é de 11,5 mil toneladas de produção de carne bovina, aumento de 35% em relação às 8,5 mil toneladas de 2021. A meta é chegar até 2023 em torno de 15 mil toneladas por ano, sendo 90% para o mercado interno e 10% para o mercado externo

A empresa gera 1.400 empregos diretos, dos quais 800 no Norte de Minas e 600 pessoas em escritório e indústria em Belo Horizonte e São Paulo. A sede continua em Belo Horizonte, e a filial logística e comercial, em São Paulo. 

Economia circular

A empresa teve destaque na COP 26 por conseguir produzir mais de 120 arrobas por hectare/ano, enquanto a média brasileira é de 5 arrobas por hectare/ano, em economia circular.

O modelo usa água da produção de peixes, que é rica em nitrogênio, fósforo e potássio, para irrigar lavouras de milho e a soja, que alimentam bovinos e ovinos. Os mamíferos, por sua vez, excretam o esterco que é processado em biodigestor para geração de energia para pivôs de irrigação e indústrias.

Os animais são processados na indústria. Na indústria tem geração de resíduos industriais, os dejetos, que são enviados para fazer farinha de sangue e de ossos, voltam para a ração do peixe, fechando o ciclo.

Segundo o CEO da empresa, Vitoriano Dornas, a crença na agropecuária sustentável e no capital humano é o cartão de visitas da empresa. “Seguimos com nosso compromisso de produzir mais em menor área, mitigando a geração de CO2, na busca de gerar cada vez mais créditos positivos de carbono, contribuindo para reduzir o aquecimento global. Até 2023 produziremos 100% da energia que utilizamos em nossos processos”, garantiu.

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