Produção de laranja segue com baixa demanda e vendas lentas

Apesar disso, Estados Unidos temem perder vendas internas para o Brasil

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Produção de laranja segue com baixa demanda e vendas lentas
03deJunhode2022ás16:00

Com a demanda baixa, as vendas de cítricos seguiram em ritmo lento nos últimos dias, de acordo com levantamento da semana (30/05 a 03/06) feito pelo time Hortufruti Brasil, ligado ao Cepea/USP.

No caso da laranja, além da demanda restrita, os preços também foram influenciados pelo aumento gradual da oferta, uma vez que indústria ainda não está absorvendo volumes elevados.

Assim, no período, a laranja pera teve média de R$ 36,02/cx de 40,8 kg, na árvore, praticamente estável em comparação com a semana anterior. A rubi teve média de R$ 31,24/cx, pequena valorização de alta de 0,21% na mesma comparação.

A lima ácida tahiti, por sua vez, seguiu com preços baixos. A média parcial da semana foi de R$ 11,54/cx de 27 kg, colhida, queda de 15,86% na mesma comparação. 

Colheita precoce

Aproveitando que o tema é laranja, vale lembrar que, na região de Caxias do Sul, as cultivares mais precoces já estão em colheita nos locais de mesoclima mais quente.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado ontem (dia 2), pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o início é nas colheitas das variedades Salustiana, Rubi, do Céu e Bahia, bem como de bergamota Caí e Ponkan.

Em paralelo ao trabalho nos pomares, os produtores também se dedicam ao controle de pragas e manejo da cobertura vegetal dos solos.

Já na regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a colheita de citros está mais avançanda e as indústrias da região se dedicam aos primeiros testes com esmagamento de citros (bergamotas e laranjas). Por conta da estiagem da primavera, agricultores locais estimam queda na produção de até 30%. 

Estados Unidos temem perder vendas internas para o Brasil

E também nesta semana, produtores de laranja da Flórida reconheceram que temem perder participação no mercado interno para exportações brasileiras e mexicanas.

Os agricultores alegam que o Governo norte-americano precisa rever os índices mínimos de Brix para o suco de laranja no país.

O pedido – que já havia sido feito aos membros da Food and Drug Administration (FDA) – é redução do nível mínimo de Brix para a bebida, que hoje é de 10,5°.

De acordo com o presidente do Citrus Mututal, Glenn Beck, os problemas com pragas, doenças e furações enfrentados pela Flórida nos últimos anos tem afetado severamente os níveis das laranjas da região.

Caso essa reivindicação falhe, estima-se que haverá aumento (por conta dos preços) da participação de mercados internacionais como, por exemplo, Brasil e do México.

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