IGP-DI tem alta de 0,69% em maio e acumula 10,56% em 12 meses

Atualizações do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna foram divulgadas nesta quarta pela FGV

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IGP-DI tem alta de 0,69% em maio e acumula 10,56% em 12 meses
08deJunhode2022ás09:53

Os preços de commodities agrícolas e combustíveis foram os principais influenciadores da alta de 0,69% no Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), referente ao mês de maio, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (dia 8) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O percentual do IGP-DI é superior ao apurado em abril, quando a variação ficou em 0,41%. Já na soma dos cinco primeiros meses de 2022, o índice acumula alta de 7,17% no ano e 10,56% em 12 meses.

O IGP-DI e o IPCA são índices que medem a inflação. No entanto, têm composições diferentes e, por isso, seus resultados também são díspares.

O IGP-DI – índice mais antigo – tem como base a variação dos preços no atacado, uma realidade muito diferente da vivida pelo consumidor final e, por isso, varia muito mais, já que é afetado pela variação do dólar e outras cotações do mercado internacional como commodities agrícolas e metálicas. Já o IPCA reflete a variação dos preços no varejo, a inflação dos produtos e serviços pagos pelo consumidor final.

A FGV divulgou também que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,55% em maio. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de 0,19%.

“Grandes commodities agrícolas e combustíveis responderam por parcela importante do resultado do IPA, sendo os destaques: diesel (de 6,87% para 6,38%), soja (de -8,02% para 2,76%) e cana-de-açúcar (de 0,66% para 3,65%)”, disse em nota André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Segundo ele, serviços livres, preços monitorados e alimentos in natura responderam pelas maiores pressões inflacionária no índice de preços ao consumidor. “Os destaques foram: passagem aérea (de 14,38% para 16,33%), taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 2,75%) e cebola (de 2,46% para 24,96%)”, explicou.

IPC de maio 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,50% em maio, contra 1,08% em abril, com maior decréscimo na alimentação (1,58% para 0,45%), transportes (2,13% para 1,02%), habitação (-0,69% para -1,37%) e saúde e cuidados pessoais.

Vale mencionar também as variações das hortaliças e legumes (que saiu de 9,10% para -9,06%), gasolina (3,19% para 0,91%), tarifa de eletricidade residencial (-6,78% para -9,34%), medicamentos em geral (4,12% para 1,97%), tarifa de telefone residencial (1,12% para -0,05%) e calçados (1,63% para 1,03%). 

Outras análises

Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de 2,01% em abril para 0,03% em maio. Já o grupo Bens Intermediários passou de 1,80% em abril para 1,46% em maio.

Desta forma, o índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,48% em maio, após alta de 1,53% no mês anterior.

A FGV divulgou também que núcleo do IPC registrou taxa de 0,84% em maio, ante 0,93% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,28% em maio, ante 0,95% no mês anterior.

 

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