Preço do bezerro caiu 21% em 2022, diz Cepea

No cálculo dos últimos 12 meses, queda é ainda maior e chega a 25,2%; já carne suína tem mercado aquecido

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Preço do bezerro caiu 21% em 2022, diz Cepea
09deJunhode2022ás10:29

Os preços dos bezerros seguem em queda consecutiva desde o início de 2022, segundo análises de mercado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. 

No acumulado da parcial deste ano, divulgada hoje (dia 9), e considerando-se as médias mensais deflacionadas, o Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa (nelore, de 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul) atingiu redução de 21%.

Com isso, no último dia 7, o preço era de R$ 2.490,17. Já em junho de 2021, o animal era negociado a R$ 3.328,73, em termos reais, o que aponta para uma desvalização no últimos 12 meses de 25,2%.

Os cálculos dos valores médios mensais foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/22.

Menor abate e maior produtividade

Para os pesquisadores, a redução encontra explicação nos maiores investimentos em tecnologias por parte de pecuaristas, que traz aumento de produtividade e, sobretudo, no menor abate de matrizes.

Além disso, a chegada do período de desmama reforça a queda nos preços, diz o boletim. 

Por outro lado, preços do suíno vivo reagem em junho

Dados divulgados também hoje pelo Cepea revelam que, na parcial de junho (entre 31 de maio e o dia 8), o preço do suíno vivo colocado na indústria no Oeste Catarinense avançou 17,3%, e chegou a R$ 5,38/kg nessa quarta-feira.

Quanto às carcaças comum e especial, ambas negociadas no atacado da Grande São Paulo, o valor pago em média também subiu e foi de R$ 8,53 e R$ 8,88/kg. As altas, respectivamente, são de 11,7% e 12% na comparação com os registrados em 31 de maio.

O aquecimento da demanda pela carne de porco, como típico neste período de começo de mês, e a menor oferta de animais em peso ideal para abate justificam, de acordo com o Cepea, o aumento das cotações.

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