BC adia divulgação de relatório sobre inflação

Instituição justifica atraso como consequência da greve de seus servidores

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BC adia divulgação de relatório sobre inflação
10deJunhode2022ás11:46

O Banco Central informou ontem (dia 9) atraso de sete dias na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação de Junho.  Assim, a apresentação do documento, inicialmente agendada para o próximo dia 23, foi adiada para às 8h do dia 30 de junho. 

A justificativa está na greve de seus servidores, que vem desde abril (entre paralisações e retornos). Os funcionários do Banco Central reivindicam a reposição das perdas inflacionárias nos últimos anos, que chega a 27%. Eles também pedem a mudança da nomenclatura de analista para auditor e a exigência de nível superior para ingresso dos técnicos do BC. 

De acordo com a assessoria de imprensa do BC, mesmo sem o relatório, o presidente Roberto Campos Neto e o diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, participarão de entrevista coletiva no dia 23, às 11h, tendo como foco a política monetária brasileira.  

Greve e impactos 

Iniciada em 1º de abril, a greve chegou a ser suspensa após 19 dias, mas foi retomada no dia 3 de maio e segue até agora. Com isso, apenas serviços considerados essenciais estão sendo executados, como as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e a divulgação do déficit primário no primeiro quadrimestre. 

Já a divulgação de estatísticas, como o boletim Focus (pesquisa semanal com instituições financeiras), o fluxo cambial, o Relatório de Poupança e a taxa Ptax diária (taxa média de câmbio que serve de referência para algumas negociações), foi suspensa ou vem ocorrendo com atraso.

Vale lembrar que, desde o início do ano, diversas categorias do funcionalismo federal trabalham em esquema de operação-padrão ou entraram em greve porque o Orçamento de 2022 destinou R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança. No fim de abril, o governo confirmou que estudava um aumento linear de 5% para todo o funcionalismo, mas a possibilidade de reajuste em 2022 foi descartada nesta quinta, dia 9, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

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