População usa WhatsApp para frustrar roubo de gado no Paraná

Bandidos chegaram a levar 73 bovinos, mas moradores "perseguiram" o caminhão

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População usa WhatsApp para frustrar roubo de gado no Paraná
13deJunhode2022ás16:20

A população da pacata cidade de Campina da Lagoa, no Paraná, ajudou a frustar o obigeato de 73 bovinos, avaliados em R$ 500 mil, no último dia 18 de maio.

Segundo informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma rápida troca de mensagens entre moradores da comunidade ajudou a Polícia a recuperar os animais.

“Quando avisei a polícia (do roubo), também informei em diversos grupos de WhatsApp. O negócio foi crescendo, com o pessoal replicando, mandando informações. Quem via o caminhão avisava. Isso ajudou bastante”, contou o proprietário, Francisco Neto.

O capitão da Polícia Militar Íncare Correa de Jesus, que participou da ocorrência, disse que foi justamente uma informação vinda pelo whatsapp que ajudou na localização dos animais. “O principal foi a rapidez no repasse de informações. Uma pessoa que estava em um destes grupos lembrou que viu os caminhões (onde estavam os animais) e avisou a polícia”, afirma.

A CNA lembra que a utilização de grupos de comunicação instantânea (como o aplicativo WhatsApp) está prevista na cartilha de segurança rural elaborada pelo governo do Paraná, em parceria com o Sistema FAEP/SENAR-PR.

O material, como diz o nome, visa orientar produtores e criadores rurais sobre formas de agir em situações de risco, como a do roubo citado, pensando na interação e segurança de todos. De acordo com a Polícia, o primeiro passo é sempre o contato com a Patrulha Rural.

O crime 

O crime aconteceu na madrugada do dia 18 de maio, quando os criminosos invadiram a casa dos funcionários da fazenda, que foram rendidos e mantidos como reféns por quase 12 horas.

Segundo relados, mais de 20 bandidos participaram da ação e ajudaram a recolher os animais, que deixaram o local em três caminhões. Parte da quadrilha saiu do local no período da manhã, com os animais, e parte vigiou os funcionários até o final da tarde - para que não avisassem as autoridades.

Mas a informação sobre o crime começou a circular com a saída dos caminhões, o que ajudou na recuperação dos bois.

 

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