Foodtechs são “futuro promissor” para o setor de hortaliças

Afirmação é de empresários do setor, durante debate sobre os desafios da horticultura nacional

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Foodtechs são “futuro promissor” para o setor de hortaliças
24deJunhode2022ás12:05

As foodtechs, como são chamadas as startups que desenvolvem soluções para o setor alimentício, são o termômetro de um futuro cada vez mais promissor para produtores de hortaliças, de acordo com Eduardo Sekita de Oliveira, presidente do Instituto Brasileiro de Hortaliças (Ibrahort). 

Sekita participou, ao lado do empresário Edson Trebeschi, da Trebeschi Tomate, de live transmitida pelo canal no Youtube da equipe Hortifruti Brasil, ontem (dia 23), na qual o tema  foi justamente futuro da horticultura nacional.

O debate foi relizado durante a 27ªº Hortitec (Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas), evento que se encerra hoje, em Holambra – com perspectivas de gerar 200 milhões em novos negócios.

O encontro da dupla contou com mediação da professora da Esalq/USO, Margarete Boteon.

“Para as hortaliças, isso (as foodtechs) é uma grande oportunidade. As HFs têm mais oportunidades do que ameaças. Eu enxergo como uma grande oportunidade”, reforçou o representante do Ibrafort.

Embora o conceito de foodtechs tenha maior presença em outros países, o Brasil já atrai empreendedores e investidores interessados em gerar negócios com novas possibilidade sobre a ingestão de comida saudável – exemplo é o sucesso da Liv UP (que entrega alimentos da agricultura familiar congelados aos clientes.

No mundo, os investimentos previstos para o setor em 2022 são de R$ 980 bilhões, de acordo com a instituição britânica The Food Tech Matters.

“O agro está em evidência, mas o segmento de HF é específico. Precisamos de união para alcançarmos benefícios comuns a todos. Temos que estar conscientes de que a união faz mesmo a força”, destacou Trebeschi para quem, em que pese a tecnologia, o fundamental para um futuro promissor é atuação no coletivo. “A ideia é crescermos juntos.” 

Necessidades amplas

Durante o bate-papo, Sekita relembrou o início do Ibrahort e também reforçou a importância da união do setor. “O Ibrahort surgiu com foco em agregar as diversas frentes, para tratar de necessidades amplas, como as questões regulatórias, as dificuldades com aumentos dos custos. O que eu digo é que o setor de horticultura fala com um universo grande de produtores, mas que tem desafios comuns. A capacitação, por exemplo, segue como uma necessidade constante”.

 

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