IAC lança cultivar inédita de erva-cidreira

A IAC Citral 1 apresenta melhoramento genético de lippia alba, popularmente chamada de erva cidreira

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IAC lança cultivar inédita de erva-cidreira
27deJunhode2022ás11:22

 Em comemoração aos seus 135 anos de fundação, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) lança amanhã (dia 28) uma cultivar inédita no mundo: a IAC Citral 1, que é resultado de melhoramento genético de Lippia alba ou a erva-cidreira, como é popularmente conhecida no Brasil. 

A nova cultivar, fruto de 19 anos de pesquisa, é a primeira “versão” melhorada –  tanto nas qualidades aromáticas quanto nas químicas – da erva cidreira, que é conhecida justamente por ser uma planta nativa e de origem espontânea na natureza. 

O IAC acredita que a novidade irá atender ao mercado crescente de plantas aromáticas e medicinais, chá e óleos. A nova cultivar já está registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Potencial agroindustrial

Foi justamente o potencial agroindustrial de Lippia alba que motivou a pesquisa, iniciada em 2003, quando foi criado o Programa de Melhoramento Genético da espécie no IAC. Para a pesquisadora, Márcia Ortiz Mayo Marques, o que mais chama a atenção na erva cidreira é sua capacidade como produtora de óleos essenciais, com ampla variação química, denominados de quimiotipos, dentre esses citral, linalol, mirceno/cânfora e eucaliptol. 

O amplo perfil também contribui para o potencial uso da Lippia alba como matéria-prima para diversas finalidades ou aplicações no setor industrial, incluindo o de alimentos e bebidas, biodefensivos, veterinária, farmacêutica, aromaterapia, perfumaria e cosmética. 

A pesquisadora coordenou um estudo, de 2018 a 2019, com quatro cultivares do Banco de Germoplasma do IAC que lhe permitiu avaliar a melhor versão para uso na indústria de bebidas, em especial a de chá.  

“Fizemos o cultivo das quatro cultivares selecionadas de Lippia alba em que foram avaliadas a produtividade da biomassa, composição química dos óleos essenciais e a análise sensorial dos chás, onde são avaliados o aroma e sabor”, comenta Márcia. 

A cultivar IAC citral 1 destacou-se das demais pela boa produção de biomassa, produção de óleo essencial e características sensoriais, sendo recomendada para consumo na forma de chá. 

Atualmente, a partir de intercâmbio de material genético diversificado existe o Banco de Germoplasma de Lippia alba no IAC, em Campinas, com plantas com características químicas diferenciadas. Ali, estão reunidos 110 clones de Lippia alba.

Novas cultivares de batata-doces 

Além da apresentação oficial da Citral 1, o evento também será marcado pelo lançamento de seis cultivares de batatas-doces ornamentais. Vale lembrar que, nos últimos 12 meses, o IAC disponibilizou 40 novas cultivares de diversas espécies, entre elas uma variedade inédita de feijão.

O evento terá a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Francisco Maturro, e de lideranças da ciência e da agricultura do Brasil, agricultores de diversos setores e representantes da indústria do agro.

 “Essas sete novas cultivares IAC que serão lançadas no aniversário de 135 anos do Instituto Agronômico e que, somadas aos resultados nos últimos 12 meses, mostram a força e a competência desta Instituição na geração e na transferência dessas tecnologias, que contribuem com diversos segmentos agrícolas de São Paulo e do Brasil”, disse, em nota divulgada pela instituição, o diretor-geral do IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell.

Fundado em 27 de junho 1887 por D. Pedro II, o Instituto Agronômico (IAC), ainda aproveita a data para lançar a Plataforma Aberta IAC de Soluções para o Agro e duas publicações: o Boletim Técnico 100 – Recomendações de Adubação e Calagem para o estado de São Paulo e o livro A Cultura da Batata-doce.  

 

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