Com quebra na safra nacional, Brasil precisa importar maçãs

Segundo a equipe HF Brasil/Cepea, nos primeiros cinco meses de 2022, país já importou mais do que exportou

Por |
Com quebra na safra nacional, Brasil precisa importar maçãs
30deJunhode2022ás14:12

Boletim divulgado nesta quinta-feira (dia 30), pela equipe de pesquisadores do HortiFruti (HF) Brasil, ligado ao Cepea/USP, Brasil deve ampliar nos próximos meses a importação de maçãs. Isso porque, devido a quebra na safra nacional, produtores relatam baixo estoque, até mesmo para garantir consumo interno. 

Na parcial do ano, considerando de janeiro a maio, a balança comercial brasileira de maçã fresca já está negativa, ou seja, os ganhos das exportações estão menores do que os gastos com as importações.

De acordo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o déficit é de US$ 2,88 milhões.

Agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea, avaliam a queda na produção interna restringiu as exportações e impulsionou as importações, mesmo diante da taxa de câmbio ainda desfavorável às compras internacionais.

Para os próximos meses, segundo o HF, a tendência é que a diferença na balança comercial aumente ainda mais, resultando também da ampliação na importação para completar o baixo estoque nacional.  

Preços de Junho

Segundo Cepea, os preços das maçãs mantiveram-se estavéis no mês de Junho, com a caixa de 18 kg de Fuji graúda (categoria 1) sendo comercializada com preço mínino de R$ 77,33 (na primeira semana de junho, em Fraiburgo) e máxima de R$ 102,50 (valor da terceira semana de junho, em Vacaria).

Já a caixa da Gala graúda variou entre R$ 94,67 (preço da primeira semana de junho, em são Joaquim) até R$ 101,67 (segunda semana, em Vacaria).

 

Cargando...