The Yield Lab visa captar US$ 50 mi para startups da América Latina

Evento tratou de temas como investimentos estrangeiros em startupsl e o futuro das Agrifoodtechs

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Kieran Gartlan, da The Yield Lab Latam, diz que tecnologia vem para trazer eficiência. (foto- Assessoria de imprensa)

Kieran Gartlan, da The Yield Lab Latam, diz que tecnologia vem para trazer eficiência. (foto- Assessoria de imprensa)

05deJulhode2022ás15:13

Mesmo em um cenário de pandemia e crise financeira global, o mercado das startups cresce a passos largos. Segundo especialistas, o mundo segue hoje uma agenda verde que requer das empresas soluções inovadoras, sustentáveis e escalabilidade.

“A grande busca hoje é por eficiência. O Brasil sempre teve abundância de tudo, mão-de-obra, terra, água. Hoje o mundo busca a eficiência no uso desses recursos naturais e a tecnologia vem para trazer isso. Tudo tem impacto, mas se você atua de forma mais eficiente, seu impacto será mais positivo”, afirma Kieran Gartlan, managing partner da The Yield Lab Latam para o Brasil.

De olho nesse mercado, a gestora Regional The Yield Lab Latam, parte da rede global do The Yield Lab, acaba de lançar um terceiro fundo de investimentos e, nesta nova rodada de captação, tem a meta ambiciosa de levantar US$ 50 milhões nos próximos anos para promover startups do agronegócio na América Latina.

No dia 27 de junho, recebeu em São Paulo cerca de 100 investidores, CEOs de startups do portfólio e parceiros de inovação vindos de vários países da América Latina e de outras regiões do Brasil para debater novas oportunidades de negócios e o crescimento dos investimentos estrangeiros em startups do Brasil. 

Consolidada nos Estados Unidos, Europa e presente na América Latina desde 2017, a gestora Regional The Yield Lab Latam enxerga o Brasil como um dos países com maior potencial.

Além do próprio evento, levou os investidores e parceiros ao World AgriTech, que aconteceu nos dias 28 e 29 de junho em São Paulo, além de uma visita a Piracicaba, no interior paulista, considerado o grande polo de inovação e o “Vale do Agronegócio”.

“O Brasil é um player mundial, mas não é conhecido por ter facilidade tributária e isso afugentava investidores. Hoje com novas tecnologias e hubs, fica mais fácil fazermos o soft landing, que é a aterrissagem suave, para trazer investimentos e encontrar novos talents para os times e assim facilitar a entrada de novas startups estrangeiras no nosso mercado”, explica Marcelo Carvalho, Co-Founder do Agtech Garage.

Durante o evento, especialistas ressaltaram que o cenário está favorável para novos investimentos, principalmente em startups que ainda estão chegando ao mercado, nas fases Seed e Série A. “Nosso setor é resistente a recessão, já que o mundo precisa se alimentar e se vestir. Então a crise não nos atinge, principalmente porque a fase em que investimos é early stage, ou seja, em estágio inicial, com investimentos pequenos. A nossa procura é por valor, para multiplicarmos esse valor”, conclui Gartlan.

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