Brasil quer “subir no pódio” da produção mundial de cacau

Atualmente, país é o sexto maior produtor

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Brasil tem maior banco de material genético de cacau do mundo. (Foto: Mapa)

Brasil tem maior banco de material genético de cacau do mundo. (Foto: Mapa)

27deJulhode2022ás17:37

O Brasil tem planos grandiosos quando o assunto é sua produção de cacau. O país, que hoje ocupa a 6ª colocação entre os maiores produtores do mundo, sonha em ser autossuficiente até 2025, se alcançar 300 mil toneladas por ano. 

A meta para 2023 é chegar em 400 mil toneladas, número que, além de ampliar as exportações de cacau, derivados e chocolate, colocará o país na terceira posição entre os maiores produtores mundiais.

Os números são da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e endossam a expectativa da entidade para setembro, quando entrará em vigor a portaria nº 462, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O texto trata da Política de Inovação que servirá justamente para fomentar o uso de tecnologias em benefício da expansão da cacauicultura brasileira.

Pesquisa é o caminho da expansão

O diretor da Ceplac, Waldeck Araújo, explica que a política deve alavancar a busca por recursos para a pesquisa e inovação do cacau e apresentação de projetos a organismos internacionais. 

A ideia é envolver toda a cadeia produtiva nacional. De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, o Brasil possui mais de 93 mil estabelecimentos produtores de cacau no país. Eles estão concentrados na Bahia e no Pará, que juntos representam 96% da produção nacional.

Segundo ele, a Ceplac será responsável por aprimorar os mecanismos institucionais de estímulo à inovação, por meio de programas de fomento e indução específicos, além de padronizar normas, para auxiliar, dar suporte e estimular atividades relacionadas ao desenvolvimento, aperfeiçoamento do setor.

 Além da pesquisa, a entidade busca incentivar a mecanização da indústria de cacau no pós-colheita.

“A mecanização do pós-colheita, que é a quebra no facão, é arriscada. É preciso acabar com isso e, assim, ter ganho de produtividade. Outra coisa é a secagem artesanal em cima dos cochos. Pode-se colocar a máquina de secagem, como já tem no café”, explica o diretor.

Cadeia completa

Ainda segundo a Comissão, o Brasil tem a seu favor o fato de ser o único país que reúne a cadeia completa do cacau em seu território, desde a produção até o chocolate para consumo, passando ainda pela fabricação de cosméticos.

 O país também é “dono” do maior banco de material genético de cacau do mundo, mantido pelo Centro de Pesquisa da Ceplac. O espaço reúne 53 mil espécies de cacau coletadas ao longo de vários anos, preservadas vivas na Estação de Recursos Genéticos do Cacau José Haroldo, em Marituba, no Pará.

 

 

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