Preço do algodão segue em queda desde maio

Cotação da pluma recuou apesar de incertezas sobre a safra

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Colheita de algodão avança em algumas regiões do país. (foto - SLC Agrícola)

Colheita de algodão avança em algumas regiões do país. (foto - SLC Agrícola)

03deAgostode2022ás14:52

A cotação do algodão em pluma continuou em queda e com negociações lentas em julho, mesmo após baixas expressivas em junho. Em resumo, a cotações de maio chegou a R$ 7,96, cai 7,1% para R$ 7,40 em junho e ainda mais 19,4% para R$ 6,04 em julho.

A média de julho ficou 18,32% inferior à do mês anterior, mas ainda 10,75% superior à média de um ano atrás (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de junho/22).

Ainda assim, o Indicador CEPEA/ESALQ, diário com pagamento em 8 dias, recuou 5,55% entre 30 de junho a 29 de julho). O preço no Brasil ficou, em média, 2,2% inferior à paridade de exportação em julho.

Colheita de algodão

Segundo colaboradores do Cepea, com o avanço da colheita, do beneficiamento e da classificação dos lotes, produtores seguiram priorizando o cumprimento dos contratos a termo em detrimento de negócios no spot.

A principal razão são as incertezas quanto à produtividade da safra 2021/22 em algumas regiões do país. Esses agentes se retraíram do mercado porque a maioria dos contratos foi realizada acima dos valores praticados no spot nacional.

Do lado comprador, parte das indústrias está fora do mercado, preferindo fazer uso de estoque e/ou da matéria-prima contratada, uma vez que algumas fábricas ainda estão trabalhando com capacidade reduzida e/ou com dificuldade de vendas de alguns produtos manufaturados. 

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