Copom eleva Selic para 13,75% ao ano

Taxa básica de juros está no maior nível desde janeiro de 2017

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Esse foi o 12º aumento consecutivo na taxa de juros. (Foto: Agência Brasil)

Esse foi o 12º aumento consecutivo na taxa de juros. (Foto: Agência Brasil)

04deAgostode2022ás09:33

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou ontem (dia 3) a taxa Selic de 13,25% para 13,75% ao ano, uma alta de 0,5 ponto percentual. A decisão ocorreu por unanimidade e já era esperada por analistas financeiros. 

Esse foi o 12º aumento consecutivo na taxa de juros, que serve de parâmetros para inflação. Com a elevação,  a Selic atingiu o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.

Em comunicado, o Copom informou ainda que, diante do cenário de guerra e possibilidades de que inflação se mantenha acima das expectativas em prazos mais longos, Banco Central optou por não encerrar o ciclo de alta da Selic na reunião de ontem.

Desta forma, uma nova elevação, de 0,25%, é prevista para ocorrer no próximo encontro, no fim de setembro.

“O comitê avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião", destacou o BC.

"Nota ainda que a incerteza da atual conjuntura, tanto doméstica quanto global, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”, completou. 

Retrospecto de altas

De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião.

Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de dezembro do ano passado até maio deste ano.

Com a decisão de ontem, a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. 

Inflação oficial

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em junho, o indicador fechou em 11,89% no acumulado de 12 meses, no maior nível para o mês desde 2015.

No entanto, a prévia da inflação de agosto começa a mostrar desaceleração por causa da queda do preço da energia e da gasolina.

Vale lembrar que o valor está bastante acima do teto da meta de inflação uma vez que, para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O IPCA, portanto, não deveria superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.

Arte: Agência Brasil

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