Preço do frete e menor demanda externa derrubam preço da soja

    Contratos futuros de Chicago e prêmios também caíram

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    Preços da oleaginosa recuaram 3,9% no Porto de Paranaguá na semana passada. (foto - CNA)

    Preços da oleaginosa recuaram 3,9% no Porto de Paranaguá na semana passada. (foto - CNA)

    08deAgostode2022ás15:00

    O elevado custo do frete rodoviário e a menor demanda externa foram apontados pelo Cepea como os principais fatores “baixistas” para a cotação da soja na semana passada.

    Assim, grande parte dos agentes prefere aguardar para negociar nas próximas semanas, visto que a tendência é de redução no frete rodoviário, devido à finalização da colheita do milho e à retomada de frete de retorno, diante das importações de insumos para a safra 2022/23.

    Com isso, no spot nacional, de 29 de julho a 5 de agosto, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná da oleaginosa recuaram 3,9% e 2,9%, com respectivos fechamentos de R$ 188,03/sc e de R$ 182,61/sc de 60 kg na sexta, 5.

    Preços FOB

    Os preços FOB caíram na sexta nos portos brasileiros. O mercado foi pressionado pela queda dos contratos futuros em Chicago e pelo recuo dos prêmios para embarques mais próximos.

    Os prêmios de exportação da soja estavam em 200 a 220 pontos acima de Chicago no final da sexta no Porto de Paranaguá, para setembro. Para fevereiro, o prêmio era de 67 a 75 acima. Para março de 2023, o prêmio estava em 42 a 48 pontos acima, conforme dados de SAFRAS & Mercado.

     

    O preço FOB exportação (flat price) para setembro em Paranaguá oscilou entre US$ 569,70 e US$ 577,10 por tonelada. No dia anterior, os preços variaram entre US$ 628,80 e US$ 643,50.

    Derivados

    Quanto aos derivados, os preços do farelo de soja cederam 2,5% na média das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, essa queda se deve à menor demanda externa e ao recuo dos prêmios de exportação, que apresentaram deságio sobre a alta internacional.

    Vale observar que parte dos consumidores domésticos retomou o interesse de compra, mas a disparidade entre os valores de compradores e vendedores limitou a liquidez.

    O óleo de soja, por sua vez, voltou a ser negociado abaixo dos R$ 8.000,00/tonelada, reflexo da menor demanda do setor industrial. O preço do óleo de soja na região de São Paulo (com 12% de ICMS incluso) registrou queda de 1,2% entre 29 de julho e 5 de agosto, indo para R$ 7.774,08/tonelada no dia 5. 

     

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